Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22492

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Medicina e Enfermagem
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro Outros
Primeiro autor Riquelme Aparecido Candido
Orientador ERICA TOLEDO DE MENDONCA
Outros membros Diego de Souza Silva, Francina Lana Soares, LUANA VIEIRA TOLEDO
Título Facilidade, intenção de uso e legalidade das ferramentas de inteligência artificial no ensino sob a ótica de discentes da saúde de uma universidade pública federal
Resumo Introdução: A Inteligência Artificial (IA) tem ganhado destaque nos últimos anos, impactando diversos setores da sociedade, incluindo a educação, com destaque pelo seu potencial em personalizar o processo ensino-aprendizagem e ampliar a compreensão de conteúdos. No campo das Ciências da Saúde, o impacto da IA nas práticas discentes é um assunto pouco explorado, o que reforça a necessidade de estudos sobre o tema. Objetivo: Conhecer a facilidade, intenção de uso e legalidade das ferramentas de IA nas atividades acadêmicas de estudantes de Ciências da Saúde de uma universidade federal. Metodologia: estudo transversal realizado com 304 estudantes dos cursos de Educação Física, Enfermagem, Nutrição e Medicina de uma universidade pública federal do estado de Minas Gerais. Os dados apresentados integram uma pesquisa mais ampla sobre IA nas atividades acadêmicas. A coleta de dados ocorreu entre os meses de abril e maio de 2025, por meio da aplicação de questionários eletrônicos (Google Forms), contendo questões em escala do tipo Likert (1 a 5 pontos), analisadas por estatística descritiva. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa, parecer nº 7.283.361. Resultados: os discentes afirmaram que várias vezes as ferramentas de IA foram úteis, reduziram erros e tempo, além de ter facilitado os estudos. A satisfação com a interface das ferramentas foi destacada de forma mais frequente pelos discentes de Enfermagem e Medicina (p=0,002). O receio em utilizar dados provenientes de IA foi mencionado em maior frequência pelos discentes de Medicina (p=0,001) e a preocupação com a privacidade e segurança dos dados pelos discentes de Enfermagem e Nutrição (p=0,003). Quanto à legalidade, vale ressaltar que apesar de os discentes referirem que nunca utilizam dados provenientes de IA como se fossem de própria autoria, a menção formal da utilização da IA nos trabalhos não é uma atitude rotineira, sendo citada poucas vezes (p=0,408). Os discentes dos cursos de medicina e nutrição foram os que menos consideram antiético o uso de IA em trabalhos acadêmicos, enquanto que a maioria dos estudantes dos outros cursos se mantiveram neutros em relação a esta afirmativa. Conclusões: a utilização de ferramentas de IA por estudantes de Ciências da Saúde é marcada por cautela, insegurança e preocupações éticas. Destaca-se uma atenção especial às questões relacionadas à segurança dos dados, o que evidencia a existência de barreiras culturais, morais e legais que dificultam a plena integração dessas tecnologias no ambiente acadêmico. Tais achados reforçam a necessidade de ações educativas e institucionais que promovam uma compreensão crítica, ética e legal do uso da IA, será possível fortalecer a autonomia digital e a confiança dos discentes, promovendo um uso mais consciente, responsável e produtivo das ferramentas de IA no contexto educacional, reduzindo o estigma associado ao seu uso e minimizando inseguranças relacionadas à privacidade dos dados.
Palavras-chave Inteligência artificial, ética, educação em ciências da saúde
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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