| Resumo |
INTRODUÇÃO: A hipertensão arterial sistêmica é uma condição caracterizada pela elevação persistente da pressão arterial e representa um dos principais fatores de risco para complicações cardiovasculares. Seu desenvolvimento está fortemente relacionado a fatores comportamentais como má alimentação, sedentarismo, tabagismo e consumo de álcool, os quais podem variar entre homens e mulheres, influenciando diretamente a prevalência e as complicações da doença. OBJETIVOS: Comparar os fatores de risco comportamentais associados à hipertensão entre homens e mulheres servidores da Universidade Federal de Viçosa, visando identificar padrões de vulnerabilidade. METODOLOGIA: Este estudo faz parte da pesquisa ampliada intitulada “Perfil de Saúde, Qualidade de Vida e Risco Ocupacional de Servidores da Universidade Federal de Viçosa”, aprovada pelo Comitê de Ética sob o parecer nº 6.416.821. A amostra foi composta por 308 servidores do campus Viçosa, definida a partir de uma população de 1.556 servidores, considerando 95% de confiança e margem de erro de 5%. A seleção dos participantes foi aleatória, respeitando a proporção dos diferentes níveis funcionais. Cada sorteado foi contactado três vezes e, em casos de não resposta, houve substituição. As entrevistas foram agendadas e conduzidas com questionários estruturados sobre saúde, condições de trabalho e qualidade de vida. Até o momento, 182 servidores participaram do estudo.RESULTADOS: A hipertensão arterial foi mais prevalente entre os homens (63,3%) e entre pessoas de 40 a 59 anos (60,0%). Embora ambos os sexos apresentem excesso de peso como fator comum, observou-se entre os hipertensos uma elevada proporção de obesidade (52,2%) e sobrepeso (20,6%). Destaca-se que 93,3% dos hipertensos faziam uso de medicamentos, evidenciando relação significativa entre HAS e uso contínuo de fármacos. Nenhum hipertenso se declarou tabagista, e o consumo de álcool foi maior entre os homens (36,7%). A prática de atividade física foi relatada por 80,0% dos hipertensos, sendo mais frequente entre os homens. Quanto ao estresse, uma parcela considerável dos hipertensos (33,3%) afirmou não se considerar estressada, sendo esse autorrelato mais comum entre os homens. As diferenças comportamentais observadas entre os sexos sugerem perfis distintos de risco relacionados à hipertensão.CONCLUSÃO: A hipertensão entre servidores da UFV mostrou-se mais prevalente em homens, com fatores como excesso de peso, uso de medicamentos e consumo de álcool mais frequentes nesse grupo. As diferenças comportamentais entre os sexos apontam para a necessidade de estratégias de prevenção que considerem os distintos perfis de risco de homens e mulheres. |