Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22218

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Econômicas: ODS9
Setor Departamento de Engenharia Florestal
Bolsa Outros
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro FUNARBE, Outros
Primeiro autor Gabriela Ferreira da Silva
Orientador ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO
Outros membros Danielle Galavote Carnielli, Davi Pimenta Fialho, Pedro Augusto Teixeira de Oliveira, Samuel Fernandes de Souza
Título Efeito do diâmetro no processamento da madeira para produção de carvão vegetal em retortas contínuas
Resumo O processamento de madeira para produção de carvão vegetal em retortas contínuas envolve etapas críticas, como o corte da madeira em toretes de menores comprimentos, que impactam diretamente a eficiência operacional e a qualidade do produto final. Este estudo investigou a influência do diâmetro e do comprimento de corte da madeira no tempo de processamento e a geração de resíduos (serragem), utilizando toras de Eucalyptus spp. com diâmetros médios de 10 cm e 14 cm, seccionadas em comprimentos de 10 cm, 25 cm, 50 cm e 1 m. O objetivo foi otimizar o processo de carbonização em retortas contínuas, reduzindo perdas de material e tempo operacional. Observou que os toretes de madeira de 1 m de comprimento proporcionaram ganhos expressivos de produtividade, reduzindo em 96% o tempo de processamento quando comparados a toretes de 10 cm, fenômeno este atribuído à diminuição no número de cortes necessários, que segue uma função inversamente proporcional ao comprimento do mesmo. As toras de madeira com maior diâmetro (14 cm) demonstraram superioridade operacional, sendo 15-25% mais eficientes que as de 10 cm de diametro para um mesmo comprimento de corte. O comprimento do torete também apresentou efeito significativo. Toretes de madeira de 10 cm demandaram tempos significativamente maiores (média de 54 segundos por tora) em comparação aos de 1 m (média de 2 segundos), independentemente do diâmetro da madeira. A análise da geração de resíduos, serragem, revelou expressiva variação entre as condições testadas, sendo que as toras de madeira de 10 cm produziram em média 5,4% de serragem em relação à massa inicial, contra apenas 0,3% para toretes de 1 m de comprimento, diferença associada ao aumento na área de corte por unidade de volume processado em configurações com menores comprimentos, devido ao maior número de cortes necessários. Do ponto de vista técnico-operacional, o comprimento do torete mostra-se como a variável mais impactante na eficiência global do processo, enquanto diâmetros maiores oferecem vantagens significativas, sendo que configurações com toretes inferiores a 25 cm de coprimento apresentam viabilidade operacional limitada, demandando estratégias específicas de reaproveitamento de resíduos, particularmente relevantes para processamentos com múltiplos cortes. Conclui-se que a otimização do processamento de madeira para carbonização deve priorizar toras de maior diâmetro (14 cm) seccionadas em comprimentos entre 50 cm e 1 m, em conjunto com sistemas eficientes de aproveitamento de serragem, recomendando-se estudos complementares para avaliação do efeito destes parâmetros nas propriedades físico-químicas do carvão produzido e na viabilidade econômica em diferentes escalas de produção industrial.
Palavras-chave Carvão vegetal, retortas contínuas, eficiência operacional
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
Gerado em 0,64 segundos.