Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21870

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Exatas e Tecnológicas
Área temática Dimensões Econômicas: ODS9
Setor Departamento de Tecnologia de Alimentos
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES, CNPq
Primeiro autor Gabriella Vidigal Barbosa Siqueira
Orientador JANE SELIA DOS REIS COIMBRA
Outros membros CESAR AUGUSTO SODRE DA SILVA, EDUARDO BASILIO DE OLIVEIRA, José Roberto Miranda Júnior, Laura Gomide de Freitas
Título Utilização de proteases do látex de aveloz (Euphorbia tirucalli) na hidrólise de proteínas da amêndoa de pequi (Caryocar brasiliense)
Resumo A amêndoa de pequi é rica em lipídios (~50%) e proteínas (~30%), o que a classifica como uma fonte vegetal de valor nutricional ainda pouco explorada. Assim, a produção de hidrolisados proteicos com propriedades nutracêuticas pode agregar valor à cadeia produtiva do pequi. O látex de aveloz é também uma fonte vegetal que contém proteases, ou seja, metabólitos com capacidade de catalisar a hidrólise proteica. No contexto de aproveitamento da flora brasileira, um hidrolisado proteico da amêndoa de pequi foi produzido na presente pesquisa utilizando enzimas proteolíticas do látex do aveloz. Para a obtenção do extrato proteico, as amêndoas foram moídas e desengorduradas por prensagem hidráulica, seguida de extração em aparelho de Soxhlet. O extrato foi obtido em duas etapas sucessivas: (i) extração alcalina da farinha desengordurada (pH 9,0) e (ii) precipitação isoelétrica (pH 4,5). Para obtenção do extrato enzimático clarificado, o látex de aveloz foi coletado de caules jovens e centrifugado a 20.000xg por 30 min. A hidrólise das proteínas do extrato proteico foi realizada utilizando dispersões a 0,2% (m/v) em tampão fosfato salino (pH 7,4), na proporção de 1:5 (enzima:substrato), com volume final de 1,5 mL. Após a hidrólise, a mistura foi incubada a 4 °C por 30 min com ácido tricloroacético a 20% para a inativação enzimática. Em seguida, a amostra foi centrifugada a 7.500xg por 15 min. O teor de proteínas no sobrenadante foi determinado pelo método de Bradford, e o grau de hidrólise (GH) foi utilizado para avaliar a extensão da hidrólise proteica. A obtenção do extrato proteico resultou em um concentrado com aproximadamente 77% (m/m) de proteínas, a partir de uma farinha desengordurada com 48% (m/m) de proteínas e 21% (m/m) de lipídios. Extratos mais concentrados podem ser alcançados por meio de farinhas com menor teor lipídico. A avaliação preliminar da atividade enzimática do látex de aveloz clarificado indicou a presença de proteases, com condições ótimas de atuação em pH 7,5, temperatura de 44 °C e tempo de reação de 150 min. Nessas condições, o grau de hidrólise foi de 1,2% para as proteínas do concentrado da amêndoa de pequi. A amêndoa de pequi demonstrou ser uma fonte promissora para a obtenção de extratos proteicos por precipitação isoelétrica. Por outro lado, as enzimas do látex de aveloz apresentaram baixa eficiência na hidrólise das proteínas da amêndoa do pequi. A utilização de extratos proteicos mais concentrados, assim como o uso de enzimas comerciais ou blends enzimáticos, pode melhorar a eficácia do processo e favorecer a liberação de peptídeos bioativos, contribuindo para maior biodisponibilidade, digestibilidade e propriedades nutracêuticas dos hidrolisados obtidos.
Palavras-chave hidrolisados, pequi, aveloz.
Forma de apresentação..... Painel
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