Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21745

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Nutrição e Saúde
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CNPq, Outros
Primeiro autor Fernanda Gaspar Gróla
Orientador ANDREIA QUEIROZ RIBEIRO
Outros membros Ângela Maria Natal de Souza, Bruno Otávio Rodrigues, Rafael Junio Rombardi da Silva, Rosane Harter Griep
Título Ingestão proteica e insônia em pessoas idosas: evidências do Estudo Longitudinal de Saúde do Adulto (ELSA-BRASIL)
Resumo Introdução: O envelhecimento é marcado por mudanças fisiológicas, psicológicas e sociais que podem impactar diferentes aspectos da vida. Nesse contexto, embora não inerentes a esse processo, os distúrbios do sono, especialmente a insônia, são frequentes entre pessoas idosas e associam-se a maior morbimortalidade. Nesse contexto, a ingestão de nutrientes, sobretudo de proteínas, pode interferir na qualidade do sono. Assim, diante do envelhecimento populacional, urge identificar fatores nutricionais que afetam a qualidade do sono, visando a manutenção e a melhora da qualidade de vida da população idosa. Objetivo: Analisar a prevalência de insônia e sua associação com a ingestão proteica em idosos brasileiros. Metodologia: Estudo transversal com dados da onda 3 do ELSA-Brasil (2017-2019), que incluiu 4.853 indivíduos com idade ≥60 anos. A ingestão proteica foi obtida a partir do Questionário de Frequência de Consumo Alimentar. A insônia foi avaliada por autorrelato pelas perguntas: “Dificuldade para dormir nas últimas 30 noites?”, “Acordou e teve dificuldade para dormir nas últimas 30 noites?” e “Acordou antes da hora desejada e não dormiu mais nas últimas 30 noites?”. Participantes que responderam “sempre” e “quase sempre” para cada pergunta foram classificados com insônia inicial, intermediária e final, respectivamente. Ainda, considerou-se que os participantes que apresentaram ao menos um desses tipos de insônia possuíam insônia geral. A caracterização da amostra foi realizada pela distribuição de frequências e medidas de tendência central e dispersão e os dados de ingestão proteica foram ajustados pelo método residual para este fim. A ingestão foi considerada baixa quando <1,0 g/kg de peso corporal/dia. Para avaliar a associação entre a ingestão proteica e a insônia foi estimada a razão de prevalência pela regressão de Poisson com variância robusta. O modelo de regressão foi ajustado por variáveis de confusão selecionadas com base na literatura científica e incluíram sexo, idade, escolaridade, uso de psicotrópicos e ingestão calórica. Resultados: A maioria da amostra compreendeu indivíduos do sexo feminino (55,3%) com idade média de 67 (dp = 5,5) anos. A mediana (IIQ) de ingestão proteica foi de 1,6 (1,4-2,0) g/kg de peso corporal/dia, sendo a prevalência de baixa ingestão proteica de 4,2%. A prevalência de insônia foi de 27,3%. Foi observada uma associação inversa e significativa entre a ingestão proteica e a insônia, com redução da prevalência de insônia conforme o aumento da ingestão proteica, mesmo após o ajuste pelas possíveis variáveis de confusão (RP = 0,83; IC95% = 0,75-0,91). Conclusão: Evidenciou-se que o aumento da ingestão proteica se associou à redução de 17,0% na prevalência de insônia. Esses achados destacam o potencial da adequação da ingestão proteica na melhora da insônia. Estudos longitudinais são cruciais para confirmar os resultados e embasar condutas nutricionais para manejo da qualidade do sono em pessoas idosas.
Palavras-chave envelhecimento, proteína, qualidade do sono
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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