Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21570

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Biologia Animal
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Sofia Maria Silva Teixeira
Orientador REGGIANI VILELA GONCALVES
Outros membros Eduarda Pires Costa, Franciele de Assis Barbosa, Rosinéa Aparecida de Paula
Título Efeito anti-inflamatório do eugenol, bis-eugenol e óleo essencial de eugenol: uma análise in vitro
Resumo A inflamação é a resposta do organismo a lesões teciduais, envolvendo mediadores químicos e espécies reativas de oxigênio (EROs). O desequilíbrio na produção dessas substâncias pode prolongar a inflamação, causando danos celulares e um ciclo que perpetua o processo inflamatório. Diferentes intervenções terapêuticas têm sido estudadas para tratar patologias inflamatórias, destacando-se os extratos vegetais com ações antioxidantes e anti-inflamatórias. O eugenol (4-alil-2-metoxifenol), presente no óleo de cravo-da-índia, e seus derivados, como o bis-eugenol e o óleo essencial, são conhecidos por essas propriedades. O objetivo deste estudo foi comparar os efeitos anti-inflamatórios e de proteção celular dessas substâncias, em diferentes concentrações, em macrófagos RAW 264.7. A princípio, foram obtidos os compostos de interesse, sendo o eugenol adquirido de fornecedor comercial, o bis-eugenol foi sintetizado em laboratório a partir do eugenol por reação de oxidação e o óleo essencial de cravo-da-índia (Syzygium aromaticum) foi extraído por destilação a vapor dos botões florais, seguido de extração. Adiante, foram conduzidos experimentos in vitro para análise de viabilidade celular antes e após estresse oxidativo induzido por H₂O. Os macrófagos RAW 264.7 foram tratados com os compostos em diferentes concentrações, sendo selecionadas as doses de 10 e 25 μg/mL para indução inflamatória. Em seguida, realizou-se extração de RNA, síntese de cDNA e PCR Real Time, utilizando marcadores de citocinas pró e anti-inflamatórias. A análise estatística foi realizada no GraphPad Prism 8.0. A normalidade dos dados foi avaliada pelo teste de Kolmogorov-Smirnov e, quando atestada, as comparações entre grupos foram feitas por ANOVA – seguida do teste de Tukey (p < 0,05). Com efeito, todos os compostos não apresentaram diferenças significativas na viabilidade celular quando comparados ao grupo controle. A viabilidade celular foi mantida acima de 70% sob estresse oxidativo induzido por H₂O₂, sendo o BIS25 o que apresentou o maior efeito protetor. A expressão de TLR-4 e NF-κB foi significativamente reduzida em todos os grupos experimentais em relação ao controle positivo, com EU10, BIS25 e OE25 apresentando as maiores reduções em TLR-4, e BIS25 e OE25 destacando-se na inibição de NF-κB. A expressão de NRF2 foi aumentada em BIS25, enquanto EU10, EU25 e BIS10 reduziram seus níveis em comparação ao controle positivo. Em relação à IL-10, BIS25 elevou sua expressão, OE10 manteve níveis similares ao controle positivo, e os demais grupos apresentaram redução. Conclui-se que o bis-eugenol (25 μg/mL) apresentou efeitos anti-inflamatórios mais pronunciados, ao inibir simultaneamente as vias TLR4 e NF-κB e ativar NRF2 e IL-10. Sua estrutura química confere maior estabilidade, contribuindo para sua eficácia na proteção celular e modulação inflamatória. Ressalta-se que investigações adicionais são necessárias para elucidar seu papel primário na mediação desses efeitos.
Palavras-chave Inflamação, eugenol, estresse oxidativo
Forma de apresentação..... Painel
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