| Resumo |
Muitos comportamentos adquiridos na adolescência tendem a permanecer durante a vida adulta, e atualmente, entre os adolescentes tem-se observado baixos níveis de atividade física (AF), alto índice de comportamento sedentário e hábitos alimentares inadequados. Outro ponto importante a se destacar nessa fase da vida, considerando o contínuo desenvolvimento, é a dificuldade de lidar com as mudanças naturais do corpo, o que pode influenciar na avaliação do adolescente sobre sua imagem corporal, podendo acarretar nos distúrbios de imagem corporal, transtornos comuns nessa faixa etária, entre os quais destaca-se a insatisfação e a distorção corporal. Sendo assim, o objetivo do estudo foi verificar a associação entre atividade física, tempo de tela e distúrbios de imagem corporal em adolescentes de Viçosa – MG. Foram analisados 339 adolescentes (158 rapazes; 181 moças) de 15 a 19 anos regularmente matriculados em escolas públicas de Viçosa-MG. Para atingir o objetivo, recorreu-se a aplicação de questionários para obter informações sobre atividade física e comportamento sedentário (tempo de tela - TT) e escala de silhueta para obter informações sobre os distúrbios. Os dados foram analisados através de informações descritivas e inferenciais, com a utilização dos testes U de Mann-Whitney e qui-quadrado para análisar diferença entre sexos, além da correlação de Spearman para analisar a associação entre as variáveis do estudo. Utilizou-se o software SPSS 22 e adotou-se nível de significância de 5%. Como principais resultados pode-se destacar que mais da metade dos adolescentes não atingem os níveis recomendados de AF (66,1%) e a maioria gasta mais de 2 horas em TT (91,20%), sendo que as meninas apresentam maiores prevalência em ambas as situações. Considerando os distúrbios de imagem corporal, a maioria dos adolescentes apresentam insatisfação (82,9%) e distorção corporal (60,2%), sendo que em relação à insatisfação as meninas apresentaram maior desejo em diminuir o tamanho corporal e os meninos um maior desejo em aumentar o tamanho corporal; e em relação à distorção corporal, os meninos apresentam maior subestimação corporal e as meninas apresentam maior superestimação corporal. Não foram observadas associações estatisticamente signicativas entre as variáveis estudadas. Esses resultados revelam a necessidade do incentivo de hábitos saudáveis para esses adolescentes, visando melhorar os níveis de AF, diminuir o TT, além da alimentação saudável, para que isso possa acarretar benefícios diversos nesta população e menimize os distúrbios de imagem corporal. |