Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 20822

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Nutrição e Saúde
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Pedro Garcia Penha de Carvalho Rocha
Orientador MARIA SONIA LOPES DUARTE
Outros membros Ana Carolina Cerdeira Rocha, Dandara Baia Bonifácio, João Victor Martins, Rafael Junio Rombardi da Silva
Título Associação entre o uso de psicotrópicos, consumo alimentar e deficiência de micronutrientes em indivíduos vegetarianos.
Resumo Introdução: Os transtornos mentais, principal causa de incapacidade mundial, são tratados com psicotrópicos. Estes fármacos podem acarretar efeitos adversos metabólicos, psicomotores e sedativos, que interferem nos hábitos alimentares, podendo levar ao aumento do consumo de alimentos ultraprocessados e à deficiência de micronutrientes que já apresentam riscos em dietas vegetarianas, como ferro e vitamina B12. Objetivo: Analisar a associação entre o uso de medicamentos psicotrópicos, o padrão de consumo de alimentos ultraprocessados, e a ocorrência de deficiências de ferro e vitamina B12 em indivíduos acompanhados pelo programa Pró Vegetariano. Metodologia: Este projeto deriva de um estudo observacional transversal aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da Universidade Federal de Viçosa, sob parecer nº 2.831.804. Nos atendimentos nutricionais realizados pelo programa Pró Vegetariano, foram coletados dados sociodemográficos e de estilo de vida, incluindo o uso de psicotrópicos, além de exames bioquímicos de ferro e vitamina B12 e informações sobre o consumo alimentar. As análises estatísticas foram conduzidas no software SPSS, versão 25, adotando-se nível de significância de 5%. As variáveis foram descritas em mediana e intervalo interquartílico (Q1–Q3). Resultados: Ao todo, 270 participantes foram avaliados, sendo 73,1% do sexo feminino, 76,3% ovolactovegetarianos e 65,9% com ensino superior incompleto. O uso de psicotrópicos foi reportado por 27 indivíduos (11,2%). Participantes que usavam psicotrópicos apresentaram maior tempo de adesão ao vegetarianismo (53 ± 21-86 meses) em comparação aos não usuários (32 ± 14-57 meses; p=0,018). Nenhuma associação significativa foi encontrada entre o uso de psicotrópicos e sexo (p=0,811), escolaridade (p=0,306), tipo de vegetarianismo (p=0,325), deficiência de ferro (p=0,834) ou deficiência de vitamina B12 (p=0,623). Não houve diferenças significativas entre os grupos quanto à idade (p=0,410), ferritina sérica (p=0,978), vitamina B12 sérica (p=0,273), consumo de ultraprocessados (p=0,321), ou ingestão de proteínas (p=0,105), carboidratos (p=0,590) e lipídeos (p=0,197). Conclusão: O uso de psicotrópicos não se associou a características sociodemográficas, consumo de ultraprocessados, macronutrientes ou deficiências de ferro e vitamina B12. No entanto, quem utilizou esses medicamentos demonstrou maior tempo de adesão ao vegetarianismo. Dessa forma, essa possível relação entre mais anos de prática vegetariana e uso de psicotrópicos deve ser explorada em estudos longitudinais futuros.
Palavras-chave Transtornos mentais, vegetarianismo, ultraprocessados
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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