| Resumo |
Introdução:Suplementos alimentares são produtos utilizados para complementar a dieta e suprir a necessidade nutricional do indivíduo. O consumo desses suplementos tem aumentado entre os adolescentes, impulsionado pela mídia, na busca por um corpo ideal, melhor desempenho físico e resultados rápidos. No entanto, o uso sem acompanhamento adequado pode representar riscos à saúde. Objetivos: Avaliar a relação entre o consumo de suplementos alimentares e a prática de atividade física entre adolescentes, segundo sexo. Métodos: Esse estudo é parte de um projeto de extensão aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa com Seres Humanos da Universidade Federal de Viçosa (CEP UFV, parecer nº 1.852.326), chamado "Atendimento nutricional a adolescentes de um colégio de aplicação: ações educativas de promoção da saúde e prevenção de doenças – NutColuni" (PRJ-031/2008). Em março de 2025, os alunos do primeiro ano do ensino médio responderam a um questionário semi-estruturado sobre hábitos alimentares e de saúde, englobando questões sobre uso de suplementos alimentares (categoria e acompanhamento profissional) e prática de atividade física. Após a aplicação, os dados foram organizados em uma planilha no Excel e analisados pelo software SPSS (versão 20.0). Para verificar a relação entre o uso de suplementos e a prática de atividade física foi utilizado o teste do qui-quadrado, com nível de significância de 5%. Resultados: O questionário foi respondido por 141 adolescentes, sendo 56%(n=79) do sexo feminino. A mediana de idade foi de 15(14-17) anos. Do total, 23,4%(n=33) relataram fazer uso de suplementos alimentares, 75,18% (n=106) relataram que não utilizam, e 6,1%(n=2) não responderam a questão. Dentre os que fazem uso, o consumo foi mais frequente no sexo masculino (75,8%;p<0,001). Em relação aos suplementos consumidos, 30,3% (n=10) fazem uso de Creatina,15,2% (n=5) de Whey Protein, 3% (n=1) Creatina, Whey Protein e BCAA e 51,5%(n=17) Creatina e Whey Protein. Dos usuários, 33,3%(n=11) fazem uso com orientação de nutricionista, 6,1%(n=2) com orientação de endocrinologista, 6,1%(n=2) com orientação do educador físico e 54,5%(n=18) por conta própria. Com relação à prática de atividade física, 53,2% das meninas e 46,8% dos meninos relataram realizá-la, sem diferença entre os sexos (p= 0,164). O uso desses suplementos mostrou-se associado à prática de atividade física (p=0,004) entre os avaliados. Conclusão: São necessárias orientações quanto aos riscos de consumo, considerando os padrões estéticos impostos na adolescência, a fim de promover e preservar a saúde desses indivíduos. Agradecimento à PEC, PCD e PIBEX UFV. |