Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22528

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Pós-graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Zootecnia
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor CRISTIAN SILVA TEIXEIRA
Orientador YAME FABRES ROBAINA SANCLER DA SILVA
Outros membros Ana Carolina Baêta Silva, Marcus Vinícius Dias Almeida, Maria Eduarda Sant'Anna Martins, Matheus Sobrinho Sales Fonseca
Título Implicações da Endogamia para o Melhoramento Genético da Raça Mangalarga Marchador
Resumo A raça Mangalarga Marchador (MM) apresenta expressiva importância no cenário nacional, destacando-se pelo tamanho do seu rebanho, ampla distribuição geográfica e papel relevante na equideocultura brasileira. Diante de sua relevância e da necessidade de preservação da variabilidade genética da espécie, o presente estudo teve como objetivo estimar os coeficientes de endogamia em uma ampla população de equinos da raça Mangalarga Marchador, contribuindo com informações que auxiliem no direcionamento de práticas de seleção e conservação genética. Para isso, os dados genealógicos foram processados com o uso do programa RENUMF90, aplicando-se o método de decomposição da matriz de parentesco, o qual permite a obtenção precisa dos coeficientes individuais de endogamia. Esses valores foram posteriormente analisados em função das gerações e dos anos de nascimento, permitindo avaliar o comportamento da endogamia ao longo do tempo. Foram avaliados dados genealógicos oriundo das Associação Brasileira dos Criadores do Cavalo MM contendo 222.990 animais, sendo observada uma média geral de endogamia de 0,0129, com desvio padrão de 0,0354 e coeficientes variando entre 0 e 0,4375. Considerando apenas os indivíduos endogâmicos (n = 85.921), a média foi de 0,0335. A maior proporção dos animais (n = 67.365) apresentou coeficientes iguais ou inferiores a 0,05, com média de 0,0121. Além disso, foram identificados 9.030 animais com valores entre 0,06 e 0,10; 5.810 entre 0,11 e 0,20; 1.815 entre 0,21 e 0,30; e 94 indivíduos com coeficientes iguais ou superiores a 0,31, atingindo o valor máximo observado de 0,44. Os resultados obtidos evidenciam que a maioria da população avaliada apresenta baixos níveis de endogamia, o que indica boa diversidade genética e eficiência dos programas de seleção utilizados até o momento. No entanto, a presença de indivíduos com coeficientes elevados acende um alerta quanto aos riscos potenciais da endogamia, tais como perdas reprodutivas, redução do desempenho produtivo e diminuição da viabilidade embrionária. Assim, o monitoramento contínuo dos índices de endogamia e a implementação de estratégias de planejamento reprodutivo, com base em informações genealógicas consistentes, são fundamentais para assegurar a sustentabilidade genética e o êxito dos programas de melhoramento da raça Mangalarga Marchador.
Palavras-chave Cavalo, Progresso genético, Consanguinidade.
Forma de apresentação..... Painel
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