Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22521

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Extensão
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Medicina e Enfermagem
Bolsa Outros
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro Outros
Primeiro autor Fernanda Araújo Neves
Orientador GLAUCE DIAS DA COSTA
Outros membros CRISTIANE MAGALHAES DE MELO, Mayara Diniz Souza, TIAGO RICARDO MOREIRA
Título Caminhada transversal como estratégia de vínculo com agentes comunitárias de saúde em Viçosa-MG
Resumo Introdução: O Programa de Educação pelo Trabalho para a Saúde (PET-Saúde) é uma iniciativa vinculada ao Programa Nacional de Equidade de Gênero, Raça e Valorização das Trabalhadoras no SUS. Na Universidade Federal de Viçosa, o projeto tem como foco a valorização de trabalhadoras e futuras trabalhadoras do SUS e como público alvo as trabalhadoras da atenção primária à saúde (APS) de Viçosa-MG. Organizado em cinco grupos interprofissionais, o Grupo 4 atua com ênfase em saúde mental e violências no ambiente laboral. Uma das estratégias adotadas para diagnóstico sobre as compreensões sobre violência e saúde mental entre trabalhadoras da APS adotadas pelo Grupo 4, foi a realização de caminhadas transversais com Agentes Comunitárias de Saúde (ACS). Trata-se de uma metodologia baseada na convivência e escuta em seus territórios de atuação, promovendo vínculos horizontais e permitindo que suas vivências e desafios sejam expressos de forma livre e acolhida. Objetivo: Relatar a experiência de realização de caminhadas transversais com ACS, conduzidas pelo Grupo 4 do PET-Saúde Equidade UFV, evidenciando seu potencial como ferramenta de construção de vínculo e escuta. Descrição das atividades: Previamente às caminhadas, foi elaborado um roteiro semi-estruturado contendo perguntas que abordaram, desde aspectos de ordem pessoal para aproximação inicial, até temas mais sensíveis, como saúde mental e violências no trabalho. As caminhadas ocorreram em três Unidades Básicas de Saúde do município, possibilitando a vivência direta nos territórios das trabalhadoras. Resultados alcançados: Durante os encontros, observou-se uma abertura crescente das agentes, as quais compartilharam histórias, relatos, desafios e sentimentos, além de estratégias de enfrentamento às diversas expressões da violência, quanto aos problemas de saúde mental. A vivência extrapolou a coleta de dados e se configurou como espaço potente de troca, cuidado e reconhecimento. O principal resultado foi o fortalecimento do vínculo com as ACS, favorecido pela abordagem territorial, horizontal e respeitosa. Relatos sobre vivências de violência, sobrecarga tanto do trabalho produtivo quanto de cuidado, adoecimento psíquico, e também sobre estratégias de enfrentamento e solidariedade entre pares, emergiram espontaneamente. A escuta qualificada ampliou a percepção das estudantes sobre o cotidiano dessas profissionais e promoveu a valorização de seus saberes e experiências. Considerações finais: A caminhada transversal demonstrou-se como uma metodologia potente não apenas para a coleta de informações, mas também para a construção de laços e fortalecimento do cuidado. O território, enquanto espaço vivo e dinâmico, favoreceu a escuta sensível e construção de trocas significativas. Por fim, essa experiência aponta para a importância de práticas formativas que promovam a escuta ativa, a empatia e o reconhecimento da complexidade do trabalho em saúde.
Palavras-chave Caminhada transversal, Agente Comunitário de Saúde, PET-SAÚDE
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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