Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22518

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Zootecnia
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Tiago Pereira Athai Mazziotti
Orientador YAME FABRES ROBAINA SANCLER DA SILVA
Outros membros Ana Carolina Baêta Silva, Cristian Silva Teixeira, Felipe Rodrigues Saturnino, Marcus Vinícius Dias Almeida
Título Análise da Temperatura Cutânea em Diferentes Regiões Zootécnicas de Jumentas da Raça Pêga ao Longo do Dia
Resumo O uso do termômetro infravermelho tem se destacado como uma ferramenta útil para monitoramento da temperatura corporal em animais, especialmente em espécies sensíveis a variações climáticas, como os asininos. Apesar de sua rusticidade, esses animais demonstram maior sensibilidade ao frio, o que justifica a aplicação de métodos eficientes para avaliação térmica. A temperatura corporal é um parâmetro fisiológico essencial na análise clínica, sendo utilizada para avaliar o estado de saúde e o bem-estar dos animais. O presente estudo teve como objetivo analisar a variação térmica em diferentes regiões zootécnicas de jumentas ao longo do dia, buscando identificar padrões e avaliar a confiabilidade da termografia como método de mensuração. Foram utilizadas onze fêmeas adultas da raça Pêga, com média de sete anos de idade e pelagem “pêlo de rato”, pertencentes à Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão em Equideocultura. As avaliações foram realizadas cinco vezes ao longo do dia, nos horários de 7h, 9h, 12h, 15h e 18h, sempre pela mesma pessoa e na mesma posição em relação ao sol, a fim de reduzir variações externas. A medição foi feita utilizando um termômetro infravermelho da marca Multilaser®, posicionada a cerca de 20 cm da superfície corporal dos animais. As regiões avaliadas foram: cabeça, pescoço, costado, garupa, perna, antebraço, canela anterior, canela posterior, casco anterior e casco posterior, sempre na mesma sequência. As análises revelaram que não houve diferença significativa entre as regiões da cabeça (26,4 °C), pescoço (26,9 °C), costado (26,7 °C) e garupa (26,1 °C). As regiões da perna e antebraço apresentaram temperaturas ligeiramente inferiores (25,5 °C e 24,2 °C, respectivamente). Nos membros distais, observou-se uma redução mais acentuada, com médias de 23,1 °C (canela posterior), 22,8 °C (casco posterior), 23,2 °C (canela anterior) e 22,9 °C (casco anterior). As médias foram comparadas por meio do teste t de Student e correlacionadas pelo teste de Pearson, utilizando o pacote ExpDes do software R, sendo consideradas diferenças estatísticas quando p < 0,05. Os resultados evidenciam uma tendência de redução da temperatura no sentido dorso-ventro-distal, provavelmente associada à maior cobertura muscular, vascularização e incidência solar nas regiões dorsais, enquanto os membros, por apresentarem maior proporção de tecido ósseo, menor irrigação sanguínea e menor exposição ao sol, tendem a registrar temperaturas mais baixas. Conclui-se que a temperatura cutânea varia entre as diferentes regiões zootécnicas dos asininos e que o uso do termômetro infravermelho é uma ferramenta eficaz para mensuração térmica corporal, podendo ser utilizada no monitoramento do bem-estar animal e na identificação precoce de alterações inflamatórias superficiais. 
Palavras-chave Jumentas, temperatura, Infravermelho
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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