Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22517

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Zootecnia
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Ana Carolina Baêta Silva
Orientador YAME FABRES ROBAINA SANCLER DA SILVA
Outros membros Cristian Silva Teixeira, Marcus Vinícius Dias Almeida, Maria Eduarda Sant'Anna Martins, Tiago Pereira Athai Mazziotti
Título Termorregulação em Equinos: Efeito da Pelagem na Temperatura Cutânea de Equinos Adultos
Resumo A temperatura corporal superficial é um importante indicador fisiológico do bem-estar e da saúde dos equinos, sendo influenciada por fatores ambientais e pela coloração da pelagem. A pelagem interfere na absorção e dissipação da radiação solar, afetando a termorregulação e o conforto térmico dos animais. Assim, compreender essa influência em diferentes regiões corporais é essencial para aprimorar o manejo, especialmente em ambientes desafiadores. O presente estudo teve como objetivo avaliar a influência da pelagem sobre a temperatura superficial em diversas regiões zootécnicas de equinos adultos, utilizando a termometria infravermelha como método não invasivo e eficiente de mensuração. Foram utilizados 20 equinos adultos, distribuídos em 4 grupos de pelagem, com 5 animais em cada grupo: alazã, castanha, preta e tordilha. As regiões avaliadas seguiram uma sequência padronizada: cabeça, pescoço, costado, garupa, perna, antebraço, canela anterior, canela posterior, casco anterior e casco posterior. A coleta dos dados térmicos foi realizada utilizando um termômetro infravermelho da marca Multilaser®, garantindo a padronização das condições de medição. Todas aferições foram feitas pela mesma pessoa e do mesmo lado do animal, além de serem mantidas as mesmas condições ambientais e de posicionamento durante as avaliações. As temperaturas médias registradas apresentaram pequenas variações entre os grupos, com médias de 24,91 °C para a pelagem alazã, 24,56 °C para castanha, 25,38 °C para preta e 24,92 °C para tordilha. Essas diferenças refletem o efeito da coloração da pelagem na absorção da radiação solar e na capacidade de dissipação do calor, considerando também a influência da vascularização e da composição tecidual das regiões zootécnicas avaliadas. As análises estatísticas foram conduzidas por meio do teste t de Student para comparação das médias, e as correlações entre a pelagem e a temperatura foram avaliadas pelo teste de Pearson, utilizando o pacote ExpDes do software R, adotando-se nível de significância de p < 0,05. Os resultados indicam que, apesar das variações serem discretas, a pelagem exerce influência significativa sobre a temperatura corporal superficial, principalmente em regiões com menor vascularização e maior exposição solar. Além disso, essas diferenças térmicas podem impactar diretamente no conforto e no desempenho dos animais, ressaltando a importância da consideração da pelagem no manejo térmico e na prevenção de estresse térmico. Conclui-se que a termometria infravermelha é uma ferramenta eficaz para detectar variações regionais de temperatura superficial em equinos, possibilitando a avaliação da influência da pelagem na termorregulação. Esse método contribui para a tomada de decisões no manejo direcionado ao bem-estar animal, podendo também auxiliar na detecção precoce de alterações fisiológicas relacionadas ao estresse térmico, no direcionamento de acasalamento e até critérios de seleção de pelagens em função do ambiente.
Palavras-chave Termometria, Infravermelho, Cavalos
Forma de apresentação..... Painel
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