Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22511

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Zootecnia
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Luiza Araujo Werner
Orientador YAME FABRES ROBAINA SANCLER DA SILVA
Outros membros Ana Carolina Baêta Silva, Cristian Silva Teixeira, Marcus Vinícius Dias Almeida, Rafaela Antunes Araujo
Título Análise Termográfica da Temperatura Dorsal de Equinos Mangalarga Marchador com Diferentes Pelagens Antes e Após Exercício
Resumo A termografia é uma ferramenta não invasiva que permite avaliar a temperatura superficial de animais, sendo útil para o monitoramento fisiológico e diagnóstico precoce de alterações térmicas. Em equinos, a análise da temperatura corporal por meio de imagens térmicas pode ser influenciada por fatores externos, como exercício físico, e internos, como a pelagem, que interfere na absorção e dissipação de calor. Nesse contexto, o presente estudo teve como objetivo avaliar a variação da temperatura dorsal de equinos antes e após o exercício físico, considerando a influência de diferentes pelagens. Foram utilizados 14 equinos adultos da raça Mangalarga Marchador, com idade média de 9 anos e pelagens variadas: tordilha, alazã, preta, pampa e castanha. A temperatura dorsal foi registrada por meio de uma câmera termográfica da marca Flir®, posicionada no antímero esquerdo dos animais, antes e após a realização de uma sessão de exercício padronizado com duração de dez minutos. Para garantir uniformidade, a mesma pessoa montou todos os animais, utilizando o mesmo conjunto de equipamentos: manta, sela, cabeçada, perneira, espora e tala. O protocolo consistiu em uma volta a passo seguida de trabalho na marcha, alternando o sentido aos cinco minutos. As imagens térmicas foram capturadas pela mesma pessoa, no mesmo local, com o intuito de minimizar a subjetividade nas medições. Os resultados mostraram variações de temperatura dorsal, em graus Celsius, conforme a pelagem: tordilha (8,85 °C), pampa (6,63 °C), alazã (8,9 °C), castanha (15,53 °C) e preta (8,13 °C). A variação média geral da temperatura entre os momentos pré e pós-exercício foi de 18%, porém essa variação diferiu significativamente entre os indivíduos de mesma pelagem. As maiores diferenças dentro de cada grupo de pelagem foram observadas nos animais tordilhos (44%) e pampa (39%), seguidos dos de pelagem preta (18%), castanha (6%) e alazã (0,5%). As médias foram comparadas utilizando o teste t de Student, e as correlações entre variáveis foram avaliadas pelo teste de Pearson, empregando o pacote estatístico ExpDes no software R, considerando-se significativas as diferenças com p < 0,05. Os resultados indicam que a variação da temperatura dorsal pode estar relacionada à pelagem dos equinos, influenciada pela absorção diferencial da radiação solar determinada pela cor dos pelos, pela densidade e distribuição de glândulas sudoríparas ou ainda pela eficiência individual na dissipação do calor. Conclui-se que a termografia é um método eficaz para aferição da temperatura corporal e permite identificar diferenças no padrão de troca de calor em equinos da raça Mangalarga Marchador em função da pelagem.
Palavras-chave Cavalos, Dorso, Zootecnia
Forma de apresentação..... Painel
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