Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22493

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Extensão
Área de conhecimento Ciências Humanas e Sociais
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Educação
Bolsa Outros
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro Outros
Primeiro autor Bianca de Freitas Gregório
Orientador EMILIANA MARIA DINIZ MARQUES
Outros membros Jéssica Evelyn Barros, Jéssica Evelyn Barros, Stefany Micaelly Celestino de Paula
Título TEATRO DO OPRIMIDO NA FORMAÇÃO DE EDUCADORAS: Montagem e apresentação de uma peça de Teatro-Fórum
Resumo O projeto ´Arte e Agroecologia: formação e multiplicação do Teatro do Oprimido`, é realizada por meio de cursos, oficinas, jogos teatrais e encenação de peças, com o objetivo de formar futuras educadoras-coringas, responsáveis por desenvolver este método teatral sistematizado por Augusto Boal. O projeto conta com a participação de estudantes de variados cursos da UFV e utiliza o Teatro do Oprimido como ferramenta de conscientização crítica e instrumento político voltado à transformação social vinculado à Agroecologia e seus saberes. O projeto cumpre seu objetivo principal de promover formação e multiplicação do Método do Teatro do Oprimido em articulação com a Agroecologia por meio dos objetivos específicos que são: 1. desenvolver cursos de formação sobre o Teatro do Oprimido; 2. realizar oficinas comunitárias de multiplicação do método teatral articulado à agroecologia; e 3. construir e apresentar peças de Teatro-Fórum seguidas por sessões de diálogo em comunidades do município. Dentre as principais ações deste projeto destaco a montagem da peça intitulada “Para que ajudar se posso atrapalhar?!”, apresentada na Troca de Saberes. A montagem das cenas teve como foco a temática da violência moral sofrida por uma caloura e retrata a falta de empatia e acolhimento estudantil no cotidiano da universidade. Seu enredo traz uma estudante feliz por ser a primeira da família a ingressar na universidade. As cenas se sucedem abordando diferentes formas de violência direcionadas à personagem, evidenciando as pressões simbólicas e emocionais enfrentadas pelos estudantes no início de sua trajetória acadêmica. Após enfrentar inúmeros infortúnios e humilhações, ela acaba desistindo do curso e voltando pra casa. A criação da peça foi de autoria coletiva. A escrita conjunta do texto baseou-se nas improvizações teatrais, depoimentos pessoais e reflexões do grupo. Quanto aos resultados, a montagem da peça envolveu estudantes de diferentes cursos num processo coletivo, respeitoso, empático e acolhedor. A dinamização dos jogos teatrais ocorreram de forma gradativa e crescente, culminando no escrita e apresentação da peça. Sua encenação promoveu o envolvimento da platéia com intervenção do público em cena, substituindo a personagem oprimida e propondo alternativas de ação. As reflexões geradas por este fórum de debates teatral foi deveras enriquecedor. Concluo que o projeto está sendo profundamente transformador, não apenas esinando uma ferramenta social e política, mas também em nível pessoal. Através de suas práticas, promove um olhar sensível e acolhedor, voltado para a compreensão das subjetividades individuais e das experiências que moldam os ambientes profissionais, acadêmicos e pessoais. Ao valorizar as vivências dos participantes, o Teatro do Oprimido possibilita o fortalecimento do pensamento crítico, da empatia e do engajamento coletivo, contribuindo para a construção de espaços mais humanos, conscientes e comprometidos com a transformação social.
Palavras-chave Teatro do Oprimido, Coletivo, Transformação social
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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