| Resumo |
As infecções uterinas resultam grande perdas econômicas para a atividade da bovinocultura leiteira, acarretando considerável redução na rentabilidade dos rebanhos. o tratamento convencional de vacas com endometrite, a administração de antibiótico, necessita a espera do período de carência do fármaco e descarte do leite, sendo assim, estudos de produtos derivados do sangue do próprio animal, como o preparo do plasma rico em plaquetas tem mostrado benefícios por meio de diversos fatores de crescimentos. O presente trabalho teve como objetivo avaliar a eficiência do tratamento via intrauterina com plasma rico em plaquetas em fêmeas bovinas positivas para endometrites pós-parto. Foram utilizadas 16 vacas acima de 21 dias pós parto da raça Holandesa, criadas sistema de confinamento Compost Barn. Foi realizado o lavado uterino de baixo volume, com infusão de 100 mL de solução fisiológica 0,9 % (NaCl) coletado em tubo Falcon de 15 mL, para avaliação macroscópica do conteúdo uterino imediata, e classificados como normal, o fluido muco e coloração transparente, e fluido e coloração patológica, aspecto muco turvo, muco purulento e purulento e alteração da coloração: opaco, amarelado, esbranquiçado e achocolatado. E análise da citologia endometrial por meio do fluido uterino foi determinação do percentual de polimorfonucleares (% PMN), por meio da confecção das lâminas e contagem das amostras que apresentarem % PMN, superiores a 18 % de neutrófilos, foram considerados positivos para endometrite. Posteriormente os animais foram distribuídos em dois grupos, contendo, oito animais por grupo, sendo grupo 1, tratamento com infusão intrauterina com plasma rico em plaquetas (PRP) e grupo 2, tratamento com lavado intrauterino com solução fisiológica a 0,9 % de (NaCL). Nos resultados apresentados nas avaliações macroscópicas do fluido uterino se observou que na 1ª avaliação, as 16 fêmeas considerados positivos para endometrite 100% dos animais apresentaram alteração no fluido uterino. Na 2ª avaliação após os tratamentos, as fêmeas do grupo 1 apresentaram 12,5% dos animais que permaneceram com muco patológico e no grupo 2 foram observados 25% dos animais com muco patológico. No % PMN no fluido uterino, na 1° avaliação, no 1 grupo (PRP) apresentou 29% PMN, no 2 grupo (NaCl 0,9%) 35 %PMN. Na 2ª avaliação após os tratamentos a frequência de polimorfonucleares no fluido uterino no grupo 1 (12 %) e grupo 2 (14 %). Conclua-se que na avaliação por meio da avaliação macroscópica do fluido e citologia endometrial, notou-se redução do processo inflamatória uterino mediante do % PMN e aspecto e coloração do fluido, mostrando eficiência nos tratamentos. Desde modo, o uso do PRP é uma excelente alternativa para tratamento em vacas com endometrite pós-parto mostrando-se eficácia no tratamento, vale ressaltar que o PRP não apresenta resíduo no leite e nem resistência bacteriana por ser tratar de um hemocomponente do sangue total do próprio animal. |