| Resumo |
Introdução: A efetivação da atenção em saúde no âmbito regional demanda redes articuladas, capazes de responder às complexidades dos territórios por meio da colaboração entre diferentes profissionais e instituições. Nesse cenário, a Educação Interprofissional (EIP) destaca-se como estratégia formativa e operacional que fortalece competências relacionadas à coordenação e práticas colaborativas. A evidencia científica, ponta para o potencial da aplicação das metodologias ativas e participativas na EIP, estimulando o engajamento das equipes e a construção de redes vivas, capazes de promover integração e responsividade nos sistemas locais e regionais de saúde. Objetivo: apresentar a experiência da equipe de pesquisadores do Núcleo de Tessaúde da Universidade Federal de Viçosa (NUTELES-UFV), no desenvolvimento de uma oficina de capacitação da equipe de gestores da microrregião de saúde de Viçosa, Minas Gerais, visando o fortalecimento da EIP. Metodologia: A oficina intitulada: “Potencializando Redes Vivas em Saúde”, ocorreu nas dependencias da UFV, e contou com a participação de estores e coordenadores da Atenção Primária à Saúde dos 9 municípios da microrregiãode saúde de Viçosa, MG. A oficina foi estruturada em quatro eixos: 1) sensibilização, 2) integração e polinização, 3) produção e 4) avaliação final. No eixo 1 trabalhamos o acolhimento, a apresentação do projeto e sua equipe, além da ativação simbólica por meio de uma dinâmica de rede. No eixo 2, utilizamos a metodologia do Word-Café para fomentar a reflexão sobre como a dinâmica da rede de saúde influencia a disseminação de informações, a otimização dos recursos financeiros e a colaboração interprofissional entre os atores locais. Os participantes foram organizados em subgrupos rotativos com mediação, favorecendo a escuta qualificada e o compartilhamento de experiências. Já no eixo 3 (produção), organizado de coletiva, os participantes com o apoio da equipe organizadora da oficina, trabalharam o cronograma para as próximas oficinas, sendo aplicados o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), a Escala de Análise da Rede e uma Entrevista Semiestruturada. Resultados: Como principais resultados, destacamose a adesão dos gestores e o reconhecimento da importância da intersetorialidade e da articulação entre os municípios como estratégia para fortalecer a rede de atenção à saúde. Conclusões: Conclui-se que a metodologia participativa, aliada à EIP, potencializa o engajamento e a construção de uma rede mais coordenada, viva e responsiva às necessidades dos territórios de saúde, além de fornecer subsídios fundamentais para análises estruturais e funcionais das redes de saúde regionais. |