Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22445

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Medicina e Enfermagem
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Joyciane da Silva Moreira Pinto
Orientador CAMILA MENDES DOS PASSOS
Título Tendência temporal de internações por aborto no Brasil entre 2008 e 2023
Resumo Introdução: O Ministério da Saúde considera o aborto como a expulsão ou extração de um produto concepcional com idade menor que 22 semanas, peso inferior a 500 g ou estatura menor que 25 cm. Dentre as classificações dos tipos de aborto, destacam-se o aborto espontâneo, o aborto por razões médicas e legais e outros tipos de aborto. Objetivo: Analisar a tendência temporal das internações por aborto espontâneo, aborto por razões médicas e legais, e outros tipos de aborto que ocorreram no Brasil de 2008 a 2023. Métodos: Trata-se de um estudo de série temporal, descritivo e com abordagem quantitativa, com uso de dados secundários extraídos da base de dados nacional Sistema de Informações Hospitalares do Sistema Único de Saúde. Abrangeu-se todos os casos de internações por aborto espontâneo, abortos por razões médicas e legais e outros tipos de aborto notificados no Brasil entre os anos de 2008 a 2023, em mulheres em idade fértil – entre 10 e 49 anos. A análise de tendência foi realizada por regressão linear para estimar a variação anual do evento estudado segundo raça/cor e faixas de idade. Foi considerado o nível de significância de 5% (p-valor < 0,05). Os dados foram dispostos no software Excel 2021 e analisados no software Stata versão 17. Resultados: Houve redução no número de internações por aborto espontâneo. Em contrapartida, houve estabilidade naquelas por aborto por razões médicas e legais e outros tipos de aborto para o total da população. Mulheres brancas e de cor/raça não identificadas, e entre 10 e 14 anos, 15 e 19 anos, 20 e 29 anos, 30 e 39 anos tiveram uma tendência decrescente significativa (p < 0,05) para aborto espontâneo, com tendência crescente para mulheres indígenas e de cor amarela, e sem valores significativos para as cores preta e parda e para a faixa de 40 a 49 anos. Para abortos por razões médicas e legais, houve um aumento significativo para mulheres brancas, pretas, pardas e amarelas, e nas faixas de 10 a 14 e 39 a 49 anos, com redução nas mulheres sem cor identificada e entre 15 e 19 anos, e sem significância para indígenas e entre 20 e 29 e 40 a 49 anos. Nos casos por outros tipos de aborto, houve acréscimo de grau signicativo no incremento médio anual para pretas, pardas e amarelas e nas faixas entre 30 a 39 anos e 40 a 49 anos, com decréscimo para mulheres de cor/raça não identificadas e de 10 a 14, 15 a 19 e 20 a 29 anos, sem grau de significância importante para mulheres de cor/raça indígena. Conclusões: Verificou-se redução nos casos de abortos espontâneos e estabilidade para aborto por razões médicas e legais e outros tipos de aborto. No entanto, situações desiguais em relação à raça/cor e faixa de idade foram constatadas, reforçando a presença de iniquidades na saúde.
Palavras-chave Aborto, Saúde da Mulher, Saúde Materno-Infantil
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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