Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22441

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Agronomia
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Luíza Hott Franco
Orientador MARISTELA WATTHIER
Outros membros Ednei Afonso Neves, Gabriel Beer Simas
Título Produção de mudas de alface orgânicas com biofertilizante a base de cama de aviário fervida
Resumo A busca por formas mais sustentáveis de produção tem impulsionado pesquisas e inovações no setor agrícola, com o objetivo de mitigar as mudanças climáticas e reduzir a dependência de produtos sintéticos derivados de recursos não renováveis. Nesse contexto, a popularização da produção orgânica reflete uma crescente conscientização e preocupação coletiva quanto ao uso excessivo de agrotóxicos e ao potencial residual desses compostos nos alimentos, especialmente em hortaliças. O objetivo deste trabalho foi analisar diferentes concentrações de biofertilizante à base de cama de aviário fervida como fonte alternativa de nutrientes na produção de mudas de alface orgânica. O experimento foi realizado em estufa na UEPE Vale da Agronomia, na Universidade Federal de Viçosa (UFV). Inicialmente, foi feita a fervura da cama de aviário em tonel de 200 L, na proporção de 15 kg de cama de aviário compostada para 100 L de água, durante quatro horas. As sementes da cultivar de alface repolhuda Hanson foram semeadas em maio de 2025, em bandejas de 200 células com substrato à base de casca de pinus bioestabilizada. O delineamento foi em blocos casualizados, com seis tratamentos, quatro repetições e 50 mudas por repetição, totalizando 1.200 mudas. Os tratamentos foram realizados com diferentes diluições do biofertilizante, com controle negativo e positivo, sendo eles: T1: água; T2: 1,5%; T3: 3,0%; T4: 4,5%; T5: 6,0%; e T6: solução arranque (10 g de KCl + 30 g de sulfato de amônio / 2 L de água). A aplicação das doses foi feita semanalmente, aplicando-se 2,0 mL do biofertilizante por célula. As variáveis analisadas foram: número de folhas, comprimento da parte aérea e radicular (cm), massa fresca da parte aérea e radicular (g) e massa seca total (g). Foi realizada análise de variância (ANOVA) e as médias foram comparadas pelo teste de Tukey (p < 0,05). O T6 apresentou massa fresca da parte aérea (g) e massa seca total (g) superiores aos demais; entretanto, a massa fresca da raiz, estatisticamente, foi semelhante entre os tratamentos T4, T5 e T6. Esse resultado não era esperado e pode ter ocorrido devido à baixa concentração de nutrientes nas diluições do biofertilizante realizadas. Além disso, a lâmina de água aplicada na irrigação dentro da estufa excedeu a necessidade da cultura, podendo ter contribuído para a lixiviação de nutrientes e prejudicado o desenvolvimento das plantas. Conclui-se que, nas doses utilizadas, o biofertilizante à base de cama de aviário fervida não influenciou o crescimento da parte aérea, mas favoreceu o desenvolvimento radicular das mudas de alface, sugerindo-se a realização de novos estudos com doses mais elevadas e maior frequência de aplicação.
Palavras-chave Lactuca sativa, biofertilizante, cama de aviário
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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