Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22437

ISSN 2237-9045
Instituição UNIVERSIDADE FEDERAL DE VIÇOSA
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Engenharia Agrícola
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Amilton Gabriel Siqueira de Miranda
Orientador FERNANDO FRANCA DA CUNHA
Outros membros Rodrigo José Nogueira, Vanessa Reniele Souza de Arruda
Título Respostas fisiológicas de corymbia ao uso de polímero hidroretentor
Resumo A revegetação de áreas com limitações edáficas e hídricas apresenta um desafio para o desenvolvimento vegetal, tornando tecnologias que otimizem a disponibilidade de água no solo essenciais. O uso de polímeros hidroretentores biodegradáveis, como o UPDT® de origem vegetal à base de amido de milho, é uma solução promissora e ambientalmente segura, por ser degradado por microrganismos do solo e não gerar resíduos tóxicos. Este estudo teve como objetivo avaliar o efeito de diferentes doses do polímero nas respostas fisiológicas de corymbia. O experimento foi conduzido em lisímetros da área experimental de Irrigação e Drenagem da Universidade Federal de Viçosa. O experimento foi iniciado em 26 de abril de 2024, quando foi realizado o transplantio com mudas de corymbia (híbrido Corymbia citriodora x Corymbia torelliana). O polímero hidroretentor utilizado foi o UPDT®, aplicado nas doses de 0,0; 0,5; 1,0; 2,0; 3,0 e 4,0 g por cova. As variáveis fisiológicas foram mensuradas 270 dias após o transplantio, avaliando os seguintes parâmetros: taxa de fotossíntese (A), a condutância estomática (gs) e a eficiência instantânea da carboxilação (EiC). As medições foram realizadas com analisador portátil de gases (IRGA) sob luz artificial de 1.500 µmol m-2 s-1 e condições ambientais naturais. Os dados foram submetidos à análise estatística com uso de Análise de Variância (ANOVA) e, quando pertinente, ajustaram-se modelos de regressão polinomial de segundo grau. As doses de polímero hidroretentor influenciaram significativamente a taxa de fotossíntese líquida da corymbia, com efeito quadrático e valor máximo estimado de 9,54 μmol CO2 m-2 s-1 na dose de 2,0 g por cova. Esse resultado indica um efeito benéfico do polímero na atividade fotossintética das plantas. A condutância estomática também respondeu de forma quadrática, sendo a dose de 0,96 g por cova a mais eficiente, com valor estimado de 0,29 mol H2O m-2 s-1. Doses moderadas favoreceram a abertura estomática e aumentaram a difusão de CO2 para o interior da folha. A eficiência instantânea da carboxilação apresentou resposta máxima na dose de 1,83 g por cova, com valor de 0,0312 mol H2O m-2 s-1, refletindo maior eficiência no uso do carbono pelas plantas. Conclui-se que o uso do polímero hidroretentor influenciou positivamente os parâmetros fisiológicos da corymbia, promovendo melhorias na taxa de fotossíntese, condutância estomática e eficiência instantânea da carboxilação. As respostas quadráticas observadas indicam que doses moderadas do polímero, especialmente entre 1,5 e 2,0 g por cova, foram mais eficazes na otimização do desempenho fisiológico das plantas. Esses resultados evidenciam o potencial do polímero hidroretentor UPDT® como uma ferramenta para melhorar o desempenho fisiológico das plantas em ambientes com restrições hídricas e edáficas, contribuindo para o crescimento sustentável em áreas degradadas.
Palavras-chave Eucalipto, Fotossíntese, UPDT®
Forma de apresentação..... Vídeo
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