Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22428

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Medicina e Enfermagem
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Sim
Primeiro autor Larissa Oliveira Ferreira de Andrade
Orientador LILIAN FERNANDES ARIAL AYRES
Outros membros Ana Paula Andrade Godinho, Gabrielle Maria Silva Gomes, Gabrielle Teodoro Benevides, PEDRO PAULO DO PRADO JUNIOR
Título A incidência do dano Hemorragia Pós Parto em puérperas assistidas em uma maternidade da Zona da Mata Mineira
Resumo Introdução: A mortalidade materna é um importante indicador da qualidade dos serviços de saúde e das condições de vida das mulheres. Nesse sentido, a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) e a Organização Mundial da Saúde (OMS) criaram a Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia, com o objetivo de mobilizar os sistemas de saúde para o enfrentamento da hemorragia pós-parto (HPP), uma das principais causas de morte materna. A HPP é definida como a perda sanguínea superior a 500 ml após parto vaginal ou 1000 ml após cesariana, ocorrida nas primeiras 24 horas. As causas mais comuns são atonia uterina, trauma do trato genital, retenção placentária e coagulopatias. A prevenção é baseada no manejo ativo do terceiro período do parto, com uso de uterotônicos, tração controlada do cordão umbilical, contato pele a pele e amamentação precoce. Objetivo: analisar a incidência de HPP em uma maternidade pública da Zona da Mata Mineira. Metodologia: Trata-se de uma pesquisa quantitativa, transversal, descritiva e analítica, realizada entre novembro de 2023 e abril de 2024. A coleta de dados ocorreu em dois momentos: entrevista e coleta de informações no prontuário durante a internação, e contato telefônico entre 10 e 15 dias após o parto. Foi utilizado como instrumento o Termômetro da Iniciativa Hospital Amigo da Mulher e da Criança (T-IHAMC). As análises estatísticas foram realizadas no SPSS 20.0, utilizando testes como Shapiro-Wilk, Qui-quadrado de Pearson e Exato de Fisher. Resultados: Participaram do estudo 348 puérperas, das quais 10 (2,9%) relataram HPP. A maioria das mulheres com HPP tinha entre 20 e 34 anos, possuía parceria, ensino superior, se autodeclaravam não brancas, partos vaginais, gestação única, a termo e bolsa íntegra, mas não houve associação estatisticamente significativa entre essas variáveis e a ocorrência de HPP. No pós-parto, observou-se moderada frequência de monitoramento adequado das puérperas com HPP. Apenas 10% afirmaram ter sido avaliadas quanto à tonicidade uterina e sangramento, 30% relataram monitoramento da pressão arterial e sangramento e 60% receberam as três ações preventivas (monitoramento da PA, avaliação do sangramento e tonicidade uterina), embora sem significância estatística (p = 0,15). Entre as mulheres sem HPP, 71,3% relataram que essas três ações foram realizadas pelos profissionais. Conclusão: Os dados evidenciam a importância da adoção de práticas preventivas e o manejo no pós-parto para reduzir a incidência da HPP e o diagnóstico precoce, especialmente na primeira hora. O fortalecimento das ações de vigilância clínica e da implementação das diretrizes da Estratégia Zero Morte Materna por Hemorragia é essencial para a segurança das mulheres e a redução da mortalidade materna.
Palavras-chave Hemorragia pós parto, período pós parto, saúde da mulher
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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