Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22426

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade do Estado de Minas Gerais
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Humanas e Sociais
Área temática Dimensões Ambientais: ODS7
Setor Departamento de Comunicação Social
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Isabela Orechio de Azevedo Werneck
Orientador Fabiano Eloy Atílio Batista
Outros membros Glauber Soares Junior
Título Corpo, mídia e juventude: o instagram como dispositivo de subjetivação e estética do cotidiano
Resumo O crescimento das redes sociais transformou as formas de expressão, consumo e construção identitária entre os jovens. O Instagram, com ênfase na imagem e na autoexpressão, consolidou-se como espaço central de circulação de estéticas, estilos de vida e subjetividades. Atuando como “espelho simbólico” (Sodré, 2008), permite que os sujeitos moldem suas identidades em busca de validação social. Em um cenário hipersemiotizado (Chouliaraki; Fairclough, 1999), a cultura visual ocupa o centro da vida cotidiana, e o Instagram torna-se ambiente simbólico de (re)(des)construção das corporalidades, atravessadas por padrões de beleza, consumo e pertencimento. Nesse contexto, a moda deixa de ser apenas o ato de vestir e se afirma como linguagem visual, simbólica e política. Entre os diversos agentes presentes nesse ambiente, os brechós alternativos se destacam. Mais do que vender roupas usadas, atuam como curadorias visuais capazes de construir narrativas afetivas e identitárias. Esses perfis desafiam normas estéticas e de gênero, promovendo formas alternativas de expressão, alinhadas à diversidade e à autonomia estética juvenil. A pesquisa teve como objetivo investigar como brechós alternativos operam como territórios simbólicos de resistência e produção de subjetividades. O perfil @mariagastonabrecho foi selecionado como estudo de caso, com foco em sua curadoria visual, linguagem e proposta estética. A análise buscou compreender como sua atuação contribui para a (re)criação de identidades juvenis por meio de práticas que valorizam o reúso, a autenticidade e a fluidez de gênero na moda. Adotou-se uma abordagem qualitativa, baseada em análise bibliográfica e de imagem (Joly, 2012). O referencial teórico incluiu Flusser, Foucault, Hall e Murray, com foco na leitura crítica das imagens como signos culturais. Foram analisadas publicações do perfil a partir de critérios visuais (filtros, composição, poses, cores, hashtags) e discursivos (legendas, vocabulário e mensagens associadas à estética alternativa e à diversidade). Os resultados apontam que o perfil constrói uma estética própria, marcada por afetividade, autenticidade e ruptura com padrões convencionais. As imagens não apenas exibem produtos, mas articulam discursos visuais que operam como formas de resistência simbólica. A valorização do reúso criativo, da originalidade e da experimentação amplia as possibilidades de expressão e pertencimento dos jovens. Conclui-se que brechós alternativos no Instagram, como o perfil analisado, funcionam como espaços de resistência cultural e produção de subjetividades. Ao tensionar modelos hegemônicos de consumo e beleza, reafirmam a moda como ferramenta política e de autoafirmação. O Instagram revela-se, assim, um campo dinâmico onde coexistem estratégias de controle simbólico e possibilidades de criação identitária.
Palavras-chave Consumo, Mídia, Sociedade
Forma de apresentação..... Vídeo
Link para apresentação Vídeo
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