Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22425

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Extensão
Área de conhecimento Ciências Humanas e Sociais
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Educação Física
Bolsa Outros
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro Outros
Primeiro autor Jéssica Evelyn Barros
Orientador EMILIANA MARIA DINIZ MARQUES
Outros membros Bianca de Freitas Gregório
Título Arte e Agroecologia: Oficinas de Teatro do Oprimido na Comunidade Quilombola do Buieié
Resumo O Teatro do Oprimido, método sistematizado por Augusto Boal, tem se consolidado como uma poderosa ferramenta de mobilização social, permitindo que indivíduos e comunidades oprimidas investiguem suas realidades, dialoguem entre si e busquem soluções para seus desafios. O projeto ´Arte e Agroecologia: Formação e Multiplicação do Teatro do Oprimido` desenvolve oficinas deste método teatral na Comunidade Quilombola do Buieié. As oficinas tiveram início em maio de 2025 e são realizadas uma vez por semana, pela manhã, com crianças e adolescentes da faixa etária entre 7 a 14 anos. O Projeto tem por objetivo promover formação e multiplicação do Teatro do Oprimido em articulação com a Agroecologia. Realizar oficinas comunitárias de multiplicação deste método teatral é um de seus objetivos específicos. Iniciado em abri deste ano, o Projeto contemplou dois cursos de formação introdutória ao Teatro do Oprimido, e realizou a montagem e apresentação de uma peça de Teatro-Fórum. Também iniciou a realização de oficinas teatrais para estudantes em uma escola pública e no Quilombo do Buieié, no município de Viçosa. Entre os principais resultados ressalto a formação inicial, com leituras, realização de jogos, montagem de uma peça teatral e supervisão orientada que forneceram base para a realização das oficinas no Buieié. Nas oficinas os resultados alcançados são a participação e engajamento das crianças; fortalecimento da identidade e autoestima, pois muitas crianças chegaram bem tímidas nas oficinas; início de conscientização com reflexão crítica. Mesmo que de forma inicial, as crianças já conseguem identificar e encenar situações de conflito ou opressão que vivenciam no dia a dia, percebendo as dinâmicas de poder ao seu redor. Embora a profundidade dos resultados possa variar de criança para criança, esses resultados preliminares são encorajadores. É possível observar que a metodologia que usamos de Augusto Boal, adaptada à realidade e às necessidades dos alunos, age como um catalisador de empoderamento e conscientização. Foi visível o aumento da expressão e comunicação, o fortalecimento da identidade e da autoestima, reflexão crítica sobre as opressões cotidianas. As crianças, antes mais retraídas, agora demonstram maior confiança em suas vozes e em seus corpos, utilizando o teatro para narrar suas histórias, expressar suas emoções e, de forma lúdica, ensaiar soluções para os desafios que as cercam. Fortalecem, assim, a identidade e autoestima, essenciais para qualquer processo educativo, tornando a aprendizagem mais significativa e engajadora. Como futura educadora, vejo o Teatro do Oprimido como uma ferramenta metodológica de extrema relevância para a formação de sujeitos críticos, capacitando a identificar opressões, dialogar sobre elas, e buscar alternativas e soluções.
Palavras-chave Teatro do Oprimido, Multiplicação, Formação.
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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