| Resumo |
A iniciação científica surgiu com o objetivo de despertar o interesse de estudantes da graduação pela ciência, inserindo-os nos métodos científicos e proporcionando uma vivência prática. Além de desenvolver habilidades de pesquisa e aprofundar o conhecimento em áreas específicas, essa experiência contribui para a formação de futuros pesquisadores. Com o tempo, esse modelo chegou ao ensino médio, tornando-se uma ferramenta importante no desenvolvimento acadêmico de jovens estudantes. Este texto tem como objetivo relatar nossa experiência como bolsistas do ensino médio no projeto “Metodologias de ensino e ferramentas de avaliação no CAP Coluni: uma conversa sobre neurociência”, desenvolvido no Colégio de Aplicação da Universidade Federal de Viçosa (CAP Coluni/UFV). Iniciado em abril de 2025, o projeto, nesta fase, está voltado à leitura e discussão de textos acadêmicos, além do planejamento de atividades. Participar da iniciação científica tem sido instigante e enriquecedor. As reuniões e debates sobre artigos e livros lidos estimulam habilidades que vão além da sala de aula, como o pensamento crítico, a curiosidade e a argumentação. Colocar ideias em prática que antes ficavam apenas na teoria é motivador. Essa vivência também nos incentiva a explorar assuntos com mais profundidade, despertando o gosto pela investigação e o prazer de aprender. O trabalho como bolsistas nos coloca na posição de investigadores, aproximando-nos do raciocínio científico. Aprendemos a levantar hipóteses, buscar evidências e refletir com base em fontes confiáveis. Essa prática contribui não apenas para nossa formação acadêmica, mas para o desenvolvimento de uma visão mais crítica e consciente da realidade. Trazer esse tipo de conhecimento para o cotidiano torna a experiência única. A iniciação científica, no contexto do ensino médio, ultrapassa os limites do currículo tradicional. Por meio da pesquisa, compreendemos melhor a importância da ciência e da tecnologia na sociedade, e desenvolvemos mais autonomia e responsabilidade. Estudos apontam que projetos como esse impactam positivamente o processo de aprendizagem, a formação de valores e a construção de identidade dos estudantes. Por fim, essa experiência tem nos ajudado a refletir sobre nossas escolhas e possibilidades de futuro. Aumenta nossa autoconfiança e abre caminhos para novas descobertas, tanto no campo profissional quanto pessoal. Mais do que um diferencial acadêmico, a iniciação científica se mostra como um processo transformador, capaz de impactar profundamente nossa forma de pensar e de ver o mundo. |