Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22419

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Murillo Emery de Carvalho Neto
Orientador TIAGO ANTONIO DE OLIVEIRA MENDES
Outros membros Isabela Malaquias Dalto de Souza
Título Avaliação da estabilidade de dsRNA em diferentes condições de cultivo e armazenamento
Resumo O RNA de fita dupla (dsRNA) apresenta grande potencial como tecnologia alternativa a ser utilizada em diversas áreas do conhecimento, inclusive para a produção de insumos agrícolas, sendo usado para o controle de pragas (bioinseticidas) e doenças em plantas, além de poder auxiliar no desenvolvimento de plantas com características agronômicas desejáveis ou, ainda, serem usados como promotores de crescimento. Entretanto, a manutenção de sua estabilidade durante o armazenamento é um desafio para sua aplicação, sendo necessário estudos que avaliem qual temperatura é ideal para que sua eficácia seja mantida durante um maior período de tempo. Neste estudo, avaliou-se a estabilidade do dsRNA produzido em Escherichia coli HT115, cultivada nos meios LB e TB (meio seletivo Luria Bertani Agar (LB-ágar) e meio seletivo Terrific Broth Agar (TB-ágar), respectivamente), submetida à indução com diferentes concentrações de IPTG (0,5 mM; 0,75 mM; 1 mM) em temperaturas de 30 °C e 37 °C. As amostras foram extraídas, quantificadas e armazenadas em três diferentes temperaturas: 4 °C, –20 °C e –80 °C, sendo analisadas por eletroforese em gel de agarose após 15, 30 e 45 dias; nesse mesmo intervalo de tempo foi realizada a quantificação das amostras pelo NanoDropTM 2000. Passados os 45 dias e após realizadas as avaliações qualitativas e quantitativas, observou-se que o dsRNA produzido a 37 °C apresentou maior estabilidade independentemente da temperatura de armazenamento, permanecendo íntegro por até 45 dias. Concentrações mais baixas de IPTG (0,5 mM) resultaram em degradação mais rápida do dsRNA. Além disso, o meio LB demonstrou melhor desempenho para manutenção da estabilidade em comparação ao meio TB. Por outro lado, o dsRNA produzido a 30 °C apresentou baixa atividade logo após a extração, com degradação acentuada em todos os tratamentos. Esses resultados fornecem subsídios importantes para a otimização das condições de produção, formulação e armazenamento de dsRNA voltado a aplicações biotecnológicas.
Palavras-chave dsRNA, estabilidade, armazenamento
Forma de apresentação..... Painel
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