Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22378

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Exatas e Tecnológicas
Área temática Dimensões Econômicas: ODS9
Setor Departamento de Engenharia Civil
Bolsa FUNARBIC/FUNARBE
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro FUNARBE
Primeiro autor Ana Luiza Dias Freitas
Orientador KLAUS HENRIQUE DE PAULA RODRIGUES
Título Efeito da carbonatação no comportamento mecânico em um solo tropical estabilizado com cimento
Resumo Frequentemente, o solo, material amplamente utilizado em obras de pavimentação, não apresenta características geotécnicas satisfatórias para a sua utilização nesse tipo de obra. Uma possível alternativa para utilizar esses solos é a sua estabilização química com cimento Portland visando a melhoria de suas propriedades de engenharia. Solos estabilizados com materiais à base de cálcio podem sofrer carbonatação a longo prazo, processo que pode ser deletério em suas propriedades mecânicas, comprometendo sua durabilidade. O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito da carbonatação no comportamento mecânico de misturas entre um solo tropical e um cimento Portland. A metodologia consistiu na coleta e preparação das amostras dos materiais, a realização de ensaios de caracterização e de desempenho do cimento e ensaios de caracterização física, mineralógica, geotécnica do solo. Foram preparadas amostras de solo-cimento com teores de 2%, 4% e 6% de cimento, em relação à massa seca do solo. Inicialmente, realizou-se o ensaio de compactação na energia do Proctor Normal, visando a determinação dos valores de teor de umidade ótimo e de massa específica aparente seca máxima. Com base nesses resultados, foram moldados corpos de prova a serem submetidos aos seguintes ensaios: resistência à compressão simples, difração de raios X, medição do pH e verificação da frente de carbonatação, por meio da aspersão de solução de fenolftaleína, que adquire coloração roxa em meios com pH superior a 9 e permanece incolor em pH inferior a esse valor. Até o momento, o trabalho dispõe de 12 corpos de prova para cada mistura solo-cimento. Desses, três foram mantidos por 8 dias em câmara úmida; outros três por 7 dias em câmara úmida e 1 dia em câmara de carbonatação; três por 10 dias em câmara úmida; e os últimos três foram mantidos por 7 dias em câmara úmida seguidos de 3 dias em câmara de carbonatação. A título de exemplo, para a mistura composta por 94% solo e 6% cimento, o corpo de prova exposto ao primeiro processo de cura apresentou uma resistência a compressão simples de 1.480, 2 kPa, enquanto o exposto ao segundo processo apresentou uma resistência de 935 kPa. A análise por difração de raios X indicou a formação de compostos cimentícios nas amostras submetidas à cura exclusivamente em câmara úmida, enquanto aquelas expostas à carbonatação apresentaram a formação de carbonato de cálcio. Os ensaios de pH e aspersão de fenolftaleína confirmaram a redução gradual do pH das amostras submetidas à câmara de carbonatação. Por fim, os ensaios de compressão simples demostraram que a carbonatação reduz a resistência mecânica dos corpos de prova, quando comparados aos que foram submetidos à cura exclusivamente em câmara úmida. Concluiu-se que o processo de carbonatação afeta negativamente o comportamento mecânico de misturas solo-cimento.
Palavras-chave Solo-cimento, carbonatação, resitência mecânica
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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