| Resumo |
O tomateiro (Solanum lycopersicum L.) é uma das hortaliças de maior importância econômica e está entre as culturas mais amplamente cultivadas no mundo. Devido à ampla disponibilidade de mutantes, é amplamente utilizado em estudos de genética vegetal. A clorofila, principal pigmento verde presente nos cloroplastos, é fundamental na fotossíntese e na absorção de luz. Assim, a tonalidade verde das folhas está diretamente relacionada à concentração de clorofila, sendo um importante indicador do estado fisiológico da planta. Estudos demonstram correlação significativa entre os níveis de clorofila e o desempenho das plantas, o que reforça o interesse na compreensão da base genética dessa característica. A análise conjunta das médias e variâncias em populações, por meio de ensaios de gerações, permite a estimativa dos efeitos gênicos envolvidos na expressão de caracteres quantitativos. Este estudo teve como objetivo investigar a arquitetura genética da cor das folhas em diferentes gerações de tomateiro, com base na análise de médias de gerações. Foram utilizados dois acessos do Banco de Germoplasma da UFV: uma linhagem anã (C4), com entrenós curtos e boa capacidade de combinação geral, e uma linhagem de porte regular (40), com ângulos foliares agudos e características desejáveis para cultivares comerciais. Foram obtidas as gerações P1, P2, F1, F2, RC1 e RC2, com 25, 25, 50, 300, 100 e 100 indivíduos, respectivamente. As sementes foram semeadas em bandejas com substrato à base de turfa e transplantadas para estufa após três semanas, em delineamento inteiramente casualizado. As plantas foram avaliadas aos 90 dias após o transplante (DAT) com o colorímetro CR-10 (Konica Minolta), utilizando os parâmetros: Luminosidade (L), Matiz (Hue, H) e Saturação (Chroma, C). As herdabilidades estimadas para L, H e C foram 43,8%, 9,1% e 30,1%, respectivamente, indicando influência ambiental relevante, principalmente sobre H. A análise de médias para o parâmetro H demonstrou 80% de concordância entre os valores observados e estimados, validando o modelo aditivo-dominante (A+D). Os efeitos de média (106,59°) e de dominância (-1,897°) foram significativos a 5% pelo teste t, indicando dominância completa. O sinal negativo do desvio de dominância sugere que o alelo dominante está associado a tons amarelados (Hue ≈ 90°), e que a manifestação da cor verde (Hue ≈ 180°) requer dois alelos recessivos. Embora L e C também tenham sido avaliados, sua contribuição para a variação na coloração das folhas é menos expressiva. |