Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22327

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Fitopatologia
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Ana Júlia Pereira Barros
Orientador LUCAS MAGALHAES DE ABREU
Outros membros Endrio Rodrigo Webers
Título Evolução adaptativa de Bacillus velezensis na presença de indutores para o incremento da produção de lipopeptídeos
Resumo O controle biológico representa uma alternativa sustentável e segura na agricultura,uma vez que oferece soluções eficazes e menos nocivas ao meio ambiente e à saúde humana. Nesse sentido, a busca por soluções biológicas no controle de doenças de plantas intensifica a exploração de novas moléculas, como os lipopeptídeos (LPPs), produzidos por Bacillus spp e com comprovada atividade antifúngica. Estes compostos possuem propriedades emulsificantes e antimicrobianas, tornando-se alternativas promissoras aos fungicidas sintéticos. No entanto, a produção inconsistente de LPPs limita sua aplicação prática no controle de doenças de plantas. As bactérias produzem lipopeptídeos (LPPs) para diversas funções, como formação de biofilme, defesa antimicrobiana e adaptação ao ambiente. Embora existam bactérias naturalmente produtoras de altas concentrações de LPPs para sua adaptação e defesa, é possível otimizar essa característica em laboratório. A técnica de evolução adaptativa permite selecionar microrganismos para superexpressão desses compostos, visando aplicações industriais. Assim, este estudo objetivou utilizar a evolução adaptativa laboratorial para a obtenção de isolados de Bacillus com maior capacidade produtiva, partindo da hipótese de que a exposição contínua a fungos inativados induz ao aumento da produção de LPPs. Os fungos selecionados para indução foram o Colletotrichum truncatum, Penicillium brasilianum e Clonostachys rosea. Esses fungos foram cultivados em meio líquido BD (caldo de batata dextrose) sob agitação de 150 rpm a 25 °C por 15 dias. Ao final do cultivo, o conteúdo micelial foi triturado e congelado a -20 °C. O isolado de Bacillus velezensis B157, conhecido pela produção de LPPs, foi cultivado em meio TSB (Caldo Triptona de Soja) e inoculado no mesmo meio de cultivo acrescido de alíquotas dos indutores fúngico nas concentrações de 10%, 50% ou 90%. A cada 24 horas, 1 mL de cada cultivo foi passado para um novo frasco com indutor, nas concentrações descritas. Após cinco ciclos de cultivo sucessivos, foram obtidos 3 isolados bacterianos de cada uma das concentrações e de cada indutor fúngico. Estes foram cultivados em meio líquido TSB e submetidos à extração e concentração de LPPS. A produção de LPPs foi avaliada pelo índice de emulsificação e a atividade antifúngica dos isolados mais produtivos foi avaliada in vitro contra C. truncatum, causador da antracnose da soja, e comparada ao isolado original B157. Resultados preliminares mostraram o aumento do índice de emulsificação em dois isolados selecionados, porém, até o momento, não foram detectados isolados com maior capacidade de produção de LPPs com atividade antifúngica. Espera-se que, com o aumento do número de ciclos de seleção, as características desejáveis sejam obtidas.
Palavras-chave biocontrole, metabólitos, antracnose
Forma de apresentação..... Vídeo
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