Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22325

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS15
Setor Departamento de Veterinária
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CNPq, FAPEMIG, FUNARBE
Primeiro autor Yasmin Acsa Martins
Orientador FABIANA AZEVEDO VOORWALD
Outros membros FABIANO RODRIGUES DE MELO, Isabela Normando Mascarenhas, LUKIYA SILVA CAMPOS FAVARATO, Victor Hugo Rabelo de Carvalho
Título Contribuições para determinação do perfil epidemiológico do sagui-da-serra-escuro (Callithrix aurita) em manejo ex-situ e de seus congêneres invasores (Callithrix sp.) de vida livre, no município de Viçosa-MG e região
Resumo O Callithrix aurita (Sagui-da-serra-escuro), é um primata nativo da Mata Atlântica, atualmente em risco de extinção. Sua conservação é dificultada pela competição e reprodução com híbridos invasores de Callithrix sp., que ameaçam a sua diversidade genética e, além disso, a saúde, uma vez que os híbridos podem atuar como reservatórios de patógenos. Tendo isso em vista, o Centro de Conservação dos Saguis-da-Serra da Universidade Federal de Viçosa (CCSS-UFV) em conjunto com o Hospital Veterinário da UFV, utilizam da esterilização de híbridos invasores de Callithrix sp., como uma estratégia de manejo populacional, seguindo a recomendação do PAN - Plano de ação nacional para conservação dos Primatas da Mata Atlântica e da preguiça-de-coleira. Neste estudo avaliamos exames hematológicos e coproparasitológicos, realizados anteriormente à esterilização cirúrgica, com o objetivo de contribuir para o perfil epidemiológico desses animais, avaliar sua condição fisiológica, detectar doenças e, assim, verificar se a presença dos híbridos representa uma ameaça para a saúde e conservação do C. aurita. Os Callithrix sp. são capturados utilizando ceva com banana e armadilhas Tomahawk e mantidos em quarentena até realização da esterilização e alta cirúrgica. No período de abril a julho de 2025, realizou-se coleta de sangue de 19 animais, por meio de punção da veia femoral, com agulha 20x0,55G e seringa de 1ml. As amostras fecais foram conservadas em solução MIF (Merthiolate, iodo e formol) e analisadas utilizando a técnica Hoffman, Pons e Janer (HPJ), com leitura das lâminas em microscópio óptico na objetiva de 40x. Como resultado parcial, temos as médias e desvio-padrão(DP) encontradas: eritrócitos média de 6,74 x106/µL, (DP 0,82), hemoglobina 13,69 g/dL (DP 1,73), hematócrito 48,68% (DP 6,48), VCM 71,40 fL (DP 4,49), HCM 20,16 pg (DP 0,78), CHCM 28,25% (DP 1,15), proteína total 7,24 g/dL (DP 0,70) e plaquetas 384.526/µL (DP 137.046). Foram encontrados hemoparasitas (Babesia sp.) em dois indivíduos. Na série branca, a média de leucócitos foi de 7.298,95/µL (DP 3.458,46), com 42,32% de neutrófilos segmentados (DP 17,07), 52,05% de linfócitos (DP 16,46), 68% de monócitos (DP 2,94) e 1,42% de eosinófilos (DP 1,84). O soro sanguíneo será utilizado para exame bioquímico e sorologia para febre amarela posteriormente. No exame coproparasitológico, cinco animais (26,3%) não apresentaram ovos ou estruturas parasitárias, um (5,26%) apresentou ovos de Prosthenorchis sp., doze (63,15%) ovos de Primasubulura jacchi e um (5,26%) não teve a amostra processada. Esse estudo segue em andamento com a coleta de novas amostras e integração dos dados laboratoriais, ampliando o conhecimento sobre os riscos à saúde e à conservação do C. aurita, porém, os resultados parciais encontrados, principalmente no que tange à carga parasitária, podem sugerir que de fato, a presença dos animais híbridos de vida livre significam um risco sanitário para a reintrodução do C. aurita na natureza.
Palavras-chave Conservação, manejo populacional, saúde
Forma de apresentação..... Painel
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