| ISSN |
2237-9045 |
| Instituição |
Universidade Federal de Viçosa |
| Nível |
Graduação |
| Modalidade |
Extensão |
| Área de conhecimento |
Ciências Exatas e Tecnológicas |
| Área temática |
Dimensões Ambientais: ODS6 |
| Setor |
Departamento de Engenharia Civil |
| Bolsa |
PIBEX |
| Conclusão de bolsa |
Sim |
| Apoio financeiro |
FUNARBE, UFV |
| Primeiro autor |
Larissa Kênia Aparecida Cota Honório |
| Orientador |
JOAO FRANCISCO DE PAULA PIMENTA |
| Outros membros |
Adriana de Paula Rocha, GUILHERME BARBOSA REIS, GUILHERME MATEUS BOUSADA, JANDERSON BADIM BEPLER, MARCOS RODRIGO DE OLIVEIRA, Mariana Marinho Viana, RAFAELLA CAMPOS |
| Título |
Tá bebendo o quê? Monitoramento da qualidade da água consumida e dos córregos na APA da bacia do ribeirão São Bartolomeu. |
| Resumo |
O projeto “Tá bebendo o quê?” atua desde 2017 na Área de Preservação Ambiental (APA) da Bacia do Ribeirão São Bartolomeu. A região apresenta ocupações irregulares, saneamento básico deficiente e tratamento inadequado dos efluentes agropecuários. O projeto propõe ações de educação sanitária e ambiental aos moradores da região, especialmente àqueles com fontes de água contaminadas e destinação inadequada dos esgotos. As principais ações do projeto incluem a realização de encontros com a comunidade para discutir a situação das fontes de água e do saneamento, bem como a coleta e análise da água consumida. O projeto conta com o apoio do Serviço Autônomo de Água e Esgoto de Viçosa (SAAE), da Vigilância Ambiental do município, de escolas da região (Escola Municipal Almiro Paraíso, Escola Jardim das Andorinhas e Escola Sofia), do Instituto Socioambiental de Viçosa (ISA-Viçosa) e da Associação de Moradores do Paraíso, reforçando a integração entre a Universidade e o município de Viçosa. Em 2022, verificou-se que, dos cerca de 1.660 moradores atendidos pelo projeto, 70% consumiam água contendo coliformes totais (indicativos de fragilidade da fonte) e 13% consumiam água contaminada por esgotos (E. coli). No final de 2024 e no início de 2025, foi verificado que a fragilidade microbiológica e a contaminação fecal persistia em muitas fontes. Na atual edição do PIBEX foi firmada parceria com o Departamento de Medicina e Enfermagem (DEM - UFV) a fim de realizar análises parasitológicas na população que consome água contaminada e dar encaminhamento para o tratamento adequado da saúde. Foram realizados novos encontros com as comunidades locais (Deserto e Romão dos Reis) e 15 fontes de água foram analisadas, das quais 9 apresentaram coliformes totais (17 moradores), com contaminação fecal em 3 delas (7 moradores). Outros 6 encontros estão previstos para os próximos meses, contemplando análises da água e apresentação de soluções para o tratamento da água. Com o intuito de expandir as ações do projeto, ministrou-se o curso “Tratamento de Água no Meio Rural” na Semana do Fazendeiro, capacitando os participantes em métodos alternativos para o tratamento de água. A implementação de boas práticas sanitárias e ambientais pode não apenas reduzir os riscos à saúdo do consumo de água contaminada, mas também melhorar a qualidade ambiental do manancial, diminuindo a poluição oriunda de esgotos domésticos e atividades agropecuárias. Como um benefício adicional, os dados gerados pelo monitoramento da qualidade dos poços e nascentes serão compilados, fornecendo um diagnóstico atualizado para subsidiar o comitê gestor da APA do Ribeirão São Bartolomeu em suas decisões. Os resultados promissores alcançados pelo projeto destacam sua importância como um modelo viável para outras regiões, alinhado aos princípios da Política Nacional de Extensão Universitária. |
| Palavras-chave |
Saneamento Rural, Educação sanitária e ambiental, Extensão universitária |
| Forma de apresentação..... |
Vídeo |