Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22262

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Zootecnia
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Beatriz Alvarez de Honorio
Orientador ARELE ARLINDO CALDERANO
Outros membros Artur Macêdo Ribeiro, Giovanna Lima Vieira, Larissa Pereira Castro, Wesley Cardoso Fernandes
Título Determinação dos valores de energia metabolizável e dos coeficientes de digestibilidade de aminoácidos do farelo de soja com níveis reduzidos de rafinose e estaquiose para frangos de corte
Resumo O farelo de soja é a principal fonte de proteína utilizada na formulação de dietas para aves, devido ao seu elevado teor proteico, bom perfil de aminoácidos e alta digestibilidade. No entanto, sua composição inclui fatores antinutricionais, como os galactooligossacarídeos solúveis (ex.: rafinose e estaquiose), que não são digeridos pelas enzimas endógenas das aves. Ao atingirem o intestino grosso, esses compostos são fermentados pela microbiota, o que pode provocar distúrbios digestivos e comprometer a absorção de nutrientes . Assim, o presente estudo teve como objetivo determinar os valores de energia metabolizável aparente (EMA) e energia metabolizável aparente corrigida pelo balanço de nitrogênio (EMAn), além dos coeficientes de digestibilidade ileal aparente e estandardizados dos aminoácidos de dois tipos de farelo de soja. Dois experimentos foram conduzidos na Universidade Federal de Viçosa e todos os procedimentos adotados neste estudo foram previamente aprovados pelo comitê de ética (protocolo CEUAP-UFV 117/2022). No experimento 1, 120 frangos de corte machos Cobb500™ foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos, oito repetições e cinco aves por unidade experimental. Avaliou-se o desempenho zootécnico com os tratamentos: T1 – ração referência (RR); T2 – RR + 30% de farelo de soja com redução de rafinose e estaquiose; e T3 – RR + 30% de farelo de soja convencional. No experimento 2, 144 frangos de corte machos Cobb500™ foram distribuídos em delineamento inteiramente casualizado com três tratamentos, oito repetições e seis aves por unidade experimental , e avaliou-se a digestibilidade ileal dos aminoácidos e a energia metabolizável das dietas. Os tratamentos foram: T1 – dieta isenta de proteína (DIP); T2 – DIP + 40% de farelo Low Raf; e T3 – DIP + 40% de farelo convencional. As dietas continham 0,5% de dióxido de titânio. As aves receberam água e ração à vontade durante os períodos de 18 a 28 dias (experimento 1) e de 18 a 22 dias (experimento 2). Os dados obtidos foram submetidos à análise de variância e as médias comparadas pelo teste de Tukey a 5% de significância. O farelo Low Raf proporcionou menor consumo de matéria seca, mas maior ingestão e balanço de nitrogênio, indicando melhor aproveitamento proteico. Apesar do potencial energético semelhante, apresentou leve vantagem na EMA, sem diferença estatística. Já o farelo padrão teve coeficientes de digestibilidade ileal estandardizada superiores, sugerindo maior eficiência na utilização dos aminoácidos. Quanto ao desempenho zootécnico, o farelo Low Raf apresentou maiores teores de aminoácidos, enquanto o farelo padrão teve melhor digestibilidade, indicando maior eficiência no aproveitamento proteico. Assim, a escolha entre os farelos deve considerar o objetivo nutricional da dieta, equilibrando a disponibilidade e a digestibilidade dos nutrientes para otimizar o desempenho das aves.
Palavras-chave Avicultura, Farelo de soja, Nutrição Animal
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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