Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22188

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Ígor Paulo Brandão Quintão
Orientador MICHELLE DIAS DE OLIVEIRA TEIXEIRA
Outros membros Bianca Muniz Lacerda Ventura, LEANDRO LICURSI DE OLIVEIRA, PATRICIA FONTES PINHEIRO, RAPHAEL DE SOUZA VASCONCELLOS
Título Estudo do potencial antiviral de derivados semissintéticos do eugenol contra o vírus Mayaro
Resumo O vírus Mayaro (MAYV) é um arbovírus que pertence ao gênero Alphavirus e à família de Togaviridae. A infecção por este vírus provoca a febre Mayaro, caracterizada como uma doença infecciosa febril aguda e que possui sintomas semelhantes aos da chikungunya, por exemplo febre, artralgia e mialgia. O vírus é considerado emergente e endêmico da América Central e do Sul e é transmitido por mosquitos Haemagogus spp. e potencialmente também por mosquitos do gênero Aedes, como apontam pesquisas recentes. Diante disso, devido à possibilidade de surtos e à ausência de vacina e de tratamentos, compostos sintéticos e naturais têm sido estudados como antivirais contra o vírus Mayaro. Dessa maneira, no presente estudo oito compostos semissintéticos derivados do eugenol, um composto fenólico encontrado em óleo essenciais, como o de cravo, e conhecido por ter atividade contra alguns vírus, como o vírus da hepatite A, foram avaliados quanto à atividade antiviral contra o MAYV. Primeiramente, a citotoxicidade dos compostos foi avaliada em células Vero. Para isso, as células foram cultivadas em placas de 96 poços (10⁴ células/poço) e incubadas, em triplicata, com diferentes concentrações dos compostos. Após 24 horas de incubação, a viabilidade celular foi avaliada através do método de redução do MTT . Para a análise do potencial antiviral, células Vero cultivadas em placas de 96 poços (10⁴ células/poço) foram infectadas com o MAYV (MOI =1), previamente incubado, separadamente, por 1 hora a 37ºC com os compostos em estudo nas concentrações correspondentes aos respectivos CC50. As células foram incubadas por 48 horas a 37 ºC e a viabilidade celular foi avaliada através do método de redução do MTT. Como controle positivo foram utilizadas células Vero infectadas com o MAYV (MOI =1) sem tratamento, considerado 0% de viabilidade celular, e como controle negativo foram utilizadas células Vero e meio de cultura, considerado 100% de viabilidade celular. Diante disso, os resultados mostraram que os compostos 4-F, 3-NO₂ e 4-NO₂ apresentaram baixa toxicidade em células VERO, enquanto os demais mostraram ser tóxicos apenas em concentrações mais altas, uma vez que foram obtidos os seguintes valores de concentração citotóxica celular de 50% (CC 50) para cada composto: 3-Br = 136,2 µM, 4-Br = 96,92 µM, 3-Cl = 193,2 µM, 4-Cl = 97,67 µM, 3-F = 187,8 µM, 4-F = 395,0 µM, 3NO₂ = 283,7 µM, 4-NO₂ = 233,5 µM. Entretanto, apesar disso, a maioria dos compostos não evidenciaram uma expressiva atividade antiviral contra o MAYV, visto que apenas o composto 3-F conferiu cerca de 55% de viabilidade celular frente à infecção, enquanto os demais compostos mostraram resultados inferiores. Dessa forma, o composto 3-F, devido à atividade antiviral contra o MAYV demonstrada, poderá atuar como um composto de partida, visando a obtenção de compostos com reduzida toxicidade e que possam contribuir para o desenvolvimento de antivirais que contribuam para o tratamento dessa arbovirose emergente.
Palavras-chave Mayaro, eugenol, atividade antiviral
Forma de apresentação..... Painel
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