Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 22127

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS15
Setor Departamento de Engenharia Florestal
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro Outros
Primeiro autor Fernanda Pinto de Carvalho
Orientador CARLOS MOREIRA MIQUELINO ELETO TORRES
Título Avaliação da estrutura diamétrica em um fragmento de Mata Atlântica
Resumo A análise estrutural em fragmentos florestais é fundamental para compreender os processos ecológicos presentes, permitindo a conservação e recuperação desses remanescentes. Em florestas tropicais, as comunidades arbóreas apresentam distribuição diamétrica típica, com padrão exponencial negativo, também conhecido como “J invertido”, em que a densidade dos indivíduos decresce à medida que o diâmetro dessas árvores aumenta. Assim, o estudo da distribuição diamétrica permite a avaliação da regeneração natural e identificação de padrões de crescimento, auxiliando no manejo florestal e na tomada de decisões assertivas para o uso e conservação das florestas. Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi avaliar a estrutura diamétrica em um fragmento de Floresta Atlântica Estacional Semidecidual no município de Viçosa, Minas Gerais. O levantamento de dados foi realizado em dez parcelas permanentes de 1000 m2 (20 m x 50 m) em um fragmento florestal, com área de 17 hectares, localizada em Viçosa, Minas Gerais. Todas as árvores com diâmetro medido a 1,30 m do solo igual ou superior a 5 cm foram mensuradas e identificadas botanicamente. Posteriormente os indivíduos foram divididos em classes de diâmetro com amplitude de 5 cm. Em seguida, o quociente “q” de De Liocourt foi avaliado, sendo esse a razão entre a densidade de uma classe de diâmetro qualquer (Xi) pela densidade da classe seguinte (Xi+1). O número de indivíduos mensurados na área foi de 1443. Os centros de classes variaram de 7,5 cm até 102,5 cm, indicando presença de indivíduos em diferentes estágios de desenvolvimento. A distribuição diamétrica dos indivíduos seguiu o padrão típico esperado para florestas tropicais inequiâneas, ou seja, apresentou distribuição exponencial negativa (J-invertido), sendo a maior frequência de indivíduos encontrada na menor classe de diâmetro (56,69%). Os valores do quociente “q” apresentaram variações entre as diferentes classes diamétricas da comunidade, revelando possíveis distúrbios. O valor de “q1” (3,0) esteve acima do valor médio de “q” calculado (1,45), sugerindo alteração nos processos sucessionais internos. A mesma situação é observada em q2 a q8, os valores encontrados superam o valor médio calculado, normalizando-se a partir de q9, apenas nas classes de maior diâmetro. Apesar de apresentar distribuição típica para florestas inequiâneas, a comunidade do fragmento em questão não se encontra balanceada, tendo em vista os diferentes valores observados de “q”. Dessa forma, o aumento no número de indivíduos nas menores classes de diâmetro pode estar relacionado à remoção dos indivíduos do dossel, fato relacionado à uma mortalidade de árvores com diâmetros maiores, o que possibilita melhores condições de luz e favorece o desenvolvimento de juvenis.
Palavras-chave De Liocourt, Estimativa de população, Manejo florestal
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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