| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Extensão |
| Área de conhecimento | Ciências Agrárias |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS10 |
| Setor | Departamento de Economia Rural |
| Bolsa | Outros |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Apoio financeiro | Outros |
| Primeiro autor | Érica Aparecida Brandão Nicácio |
| Orientador | BIANCA APARECIDA LIMA COSTA |
| Outros membros | Ana Luisa Pereira Lima, Gabrielle Sabbadini Almeida de Mendonça, Grasielle Wakim Mendes Firmino, Larissa Barbosa de Aguiar, Leticia Keller Cardoso da Silva, Liliane da Rocha Gomes, Poliana Roberta Araujo de Paula, Raonny Arthur Cassemiro Cesar |
| Título | Desafios enfrentados por uma associação de catadores de materiais recicláveis em Viçosa-MG |
| Resumo | O município de Viçosa – MG conta com duas associações de catadores de materiais recicláveis. Este resumo tem como foco a Associação de Catadores de Materiais Recicláveis de Viçosa (ACAT), atualmente composta por 17 catadores(as) que desempenham um papel fundamental na preservação ambiental e na promoção da sustentabilidade no município. Apesar da significativa contribuição social, ambiental e econômica do trabalho realizado, a ACAT enfrenta diversos desafios que comprometem o pleno desenvolvimento de suas atividades e dificultam o reconhecimento da categoria como parte essencial na gestão dos resíduos sólidos urbanos. Um dos principais obstáculos enfrentados pela ACAT é a ausência de uma sede própria. Atualmente, a associação funciona em um imóvel alugado, situado na região central do município, o que acarreta custos mensais significativos e compromete diretamente a renda dos associados. Embora a localização central facilite a logística das atividades de coleta e triagem, ela também tem gerado constantes críticas por parte de alguns moradores vizinhos, que demonstram preconceito em relação ao trabalho dos catadores e à presença da associação no local. Esse estigma social contribui para a invisibilização e a desvalorização da categoria, que, apesar de exercer uma função essencial para a gestão ambiental do município, ainda é vista com desconfiança e, muitas vezes, rejeição. As condições de trabalho também estão aquém do ideal. A falta de equipamentos adequados, a infraestrutura precária e a ausência de apoio técnico e institucional dificultam a organização das atividades, comprometem a saúde e a segurança dos catadores e reduzem a eficiência do processo de reciclagem. Além disso, as limitações financeiras impedem investimentos em melhorias estruturais e na profissionalização da atividade, tornando a rotina desses trabalhadores ainda mais desafiadora e vulnerável. Apesar das adversidades, a ACAT resiste e busca fortalecer sua atuação por meio de parcerias comunitárias e institucionais. Um exemplo é o projeto de extensão Reciclagem Popular e Solidária, da Universidade Federal de Viçosa (UFV), que atua no apoio técnico, elaboração de estudos de viabilidade econômica e na busca por editais de financiamento. A parceria contribui para o fortalecimento organizacional e político da associação, promovendo a valorização social dos catadores, o acesso a políticas públicas e o protagonismo dos trabalhadores na cadeia da reciclagem. Essa experiência evidencia o potencial transformador das articulações entre universidade, movimentos sociais e práticas de economia solidária. |
| Palavras-chave | Reciclagem, Agentes Ambientais, Associações |
| Forma de apresentação..... | Vídeo |
| Link para apresentação | Vídeo |
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