Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21671

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Engenharia Florestal
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro FAPEMIG
Primeiro autor Kézia Ellen Souza Bomfim
Orientador JOAO GILBERTO MEZA UCELLA FILHO
Outros membros Luís Henrique Cabral Barral, Maria Eduarda Grigolate Campos, Rafaela Agostinho Ribeiro, Tais Aparecida das Neves Custódio
Título Composição química da casca residual de Eucalyptus cloeziana visando aplicações em rotas de biorrefinaria
Resumo A casca de eucalipto, resíduo gerado durante o processamento da madeira, tem como destinos mais comuns o descarte, a queima para geração de energia ou a compostagem. No entanto, sua abundância como resíduo florestal e sua composição rica em compostos orgânicos conferem-lhe alto potencial de aplicação em biorrefinarias, visando o desenvolvimento de produtos com maior valor agregado, com potencial de aplicação nas indústrias farmacêutica, alimentícia, entre outras. Diante disso, este estudo teve como objetivo caracterizar a composição química estrutural da casca residual de Eucalyptus cloeziana, com o intuito de agregar valor à essa biomassa residual e amplamente disponível. A biomassa foi obtida por meio de parceria com uma empresa do setor florestal produtora da espécie. O material foi submetido à secagem e, posteriormente, moído para redução da granulometria. A fração utilizada nas análises correspondeu à porção que passou pela peneira de 16 mesh (1,00 mm) e foi retida na de 60 mesh (0,25 mm). As análises químicas incluíram a determinação dos teores de extrativos totais, lignina (total, solúvel e insolúvel), cinzas, sílica e carboidratos estruturais. O teor de extrativos totais foi de 22,85%, enquanto a lignina total atingiu 47,85%, sendo 43,72% insolúvel e 4,13% solúvel. A biomassa apresentou baixos teores de cinzas (0,51%) e sílica (0,38%). A composição de carboidratos estruturais revelou predomínio de glicose (27,20%) e xilose (8,53%), além de pequenas quantidades de galactose (1,23%) e arabinose (0,90%). Tais resultados indicam que a casca residual de E. cloeziana possui uma composição química diversificada, o que a torna uma potencial fonte de compostos de interesse para diferentes setores industriais. A valorização desse resíduo está alinhada aos princípios da química verde, ao promover o uso de matérias-primas renováveis e minimizar impactos ambientais. Essa abordagem contribui diretamente para os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, especialmente o ODS 9 (Indústria, inovação e infraestrutura), ODS 12 (Consumo e produção responsáveis) e ODS 13 (Ação contra a mudança global do clima).
Palavras-chave biomassa residual, sustentabilidade, química verde
Forma de apresentação..... Painel
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