| Resumo |
Introdução: Diversos materiais de parede podem ser utilizados na microencapsulação de probióticos com o objetivo de proteger esses microrganismos contra condições adversas, preservando sua viabilidade durante o processamento, o armazenamento prolongado e a passagem pelo trato gastrointestinal. As pesquisas atuais buscam desenvolver micropartículas com o uso combinado de materiais de parede convencionais, como a maltodextrina e a gelatina, com alternativos, como a farinha de banana verde. Objetivos: Desenvolver uma micropartícula contendo farinha de banana verde e materiais de parede convencionais para a microencapsulação de L. rhamnosus GG, avaliar a eficiência de microencapsulação, bem como a viabilidade do probiótico em questão. Metodologia: A micropartícula desenvolvida foi composta por 12,5% de maltodextrina, 2,5% de gelatina, 5% farinha de banana verde e 5% de pellet de L. rhamnosus GG. Foram avaliadas resistência térmica (80 °C/2 min, 72 °C/15 s e 63 °C/30 min), resistência ao pH (2,0 e 7,4), estabilidade durante armazenamento (-18, 8 e 25 °C), teor de água total, atividade de água, higroscopicidade, solubilidade e sobrevivência do probiótico ao trato gastrointestinal simulado in vitro, a partir das metodologias tradicionais. Resultados: A micropartícula apresentou eficiência de encapsulação maior que 80%, alta resistência térmica (> 77%) e sobrevivência em pH ácido (> 74%). Em relação à caracterização físico-química, a micropartícula apresentou teor de água de 3,48 ± 0,17%, atividade de água de 0,22 ± 0,01, solubilidade de 75,52% ± 0,49, higroscopicidade de 8,21 ± 0,37 g/100g. Após 30 dias de armazenamento, a viabilidade de L. rhamnosus GG na micropartícula armazenada a 25 °C apresentou redução de cerca de 1,85 log UFC/g, enquanto a micropartícula armazenada a -18 °C e 8 °C apresentou reduções de 0,15 e 0,60 log UFC/g, respectivamente. Aos 90 dias de armazenamento, a micropartícula armazenada 25 °C apresentou redução de cerca 5 ciclos log na viabilidade do probiótico e apresentou contagem de 3,23 log UFC/g, enquanto a armazenada a -18 e 8 °C apresentou 8,03 e 7,72 log UFC/g, respectivamente. Após 120 dias, a micropartícula armazenada a 25 °C não apresentou células viáveis, a -18 °C continham cerca de 7,97 log UFC/g e a -8 ºC a contagem foi de 7,24 log UFC/g. Outrossim, a sobrevivência do L. rhamnosus GG microencapsulado à simulação gastrointestinal in vitro foi de 5,53 log UFC/g (8 °C) e 7,97 log UFC/g (-18 °C). Conclusão: Dessa forma, a micropartícula utilizando maltodextrina, farinha de banana verde e gelatina como materiais de parede se mostrou uma boa matriz carreadora e eficiente para proteger microrganismos probióticos, sendo potencialmente promissora para posterior adição em alimentos. |