Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21626

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Econômicas: ODS9
Setor Departamento de Tecnologia de Alimentos
Bolsa PIBIC/CNPq
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPEMIG, FUNARBE, Outros
Primeiro autor Monique Lara de Paula Armond
Orientador ERICA NASCIF RUFINO VIEIRA
Outros membros Nataly de Almeida Costa, Maria José do Amaral e Paiva, Mirielle Teixeira Lourenço, Vanessa Caroline de Oliveira
Título DESENVOLVIMENTO E AVALIAÇÃO DE MICROPARTÍCULA CONTENDO Lacticaseibacillus rhamnosus GG UTILIZANDO FARINHA DE BANANA VERDE COMO MATERIAL DE PAREDE
Resumo Introdução: Diversos materiais de parede podem ser utilizados na microencapsulação de probióticos com o objetivo de proteger esses microrganismos contra condições adversas, preservando sua viabilidade durante o processamento, o armazenamento prolongado e a passagem pelo trato gastrointestinal. As pesquisas atuais buscam desenvolver micropartículas com o uso combinado de materiais de parede convencionais, como a maltodextrina e a gelatina, com alternativos, como a farinha de banana verde. Objetivos: Desenvolver uma micropartícula contendo farinha de banana verde e materiais de parede convencionais para a microencapsulação de L. rhamnosus GG, avaliar a eficiência de microencapsulação, bem como a viabilidade do probiótico em questão. Metodologia: A micropartícula desenvolvida foi composta por 12,5% de maltodextrina, 2,5% de gelatina, 5% farinha de banana verde e 5% de pellet de L. rhamnosus GG. Foram avaliadas resistência térmica (80 °C/2 min, 72 °C/15 s e 63 °C/30 min), resistência ao pH (2,0 e 7,4), estabilidade durante armazenamento (-18, 8 e 25 °C), teor de água total, atividade de água, higroscopicidade, solubilidade e sobrevivência do probiótico ao trato gastrointestinal simulado in vitro, a partir das metodologias tradicionais. Resultados: A micropartícula apresentou eficiência de encapsulação maior que 80%, alta resistência térmica (> 77%) e sobrevivência em pH ácido (> 74%). Em relação à caracterização físico-química, a micropartícula apresentou teor de água de 3,48 ± 0,17%, atividade de água de 0,22 ± 0,01, solubilidade de 75,52% ± 0,49, higroscopicidade de 8,21 ± 0,37 g/100g. Após 30 dias de armazenamento, a viabilidade de L. rhamnosus GG na micropartícula armazenada a 25 °C apresentou redução de cerca de 1,85 log UFC/g, enquanto a micropartícula armazenada a -18 °C e 8 °C apresentou reduções de 0,15 e 0,60 log UFC/g, respectivamente. Aos 90 dias de armazenamento, a micropartícula armazenada 25 °C apresentou redução de cerca 5 ciclos log na viabilidade do probiótico e apresentou contagem de 3,23 log UFC/g, enquanto a armazenada a -18 e 8 °C apresentou 8,03 e 7,72 log UFC/g, respectivamente. Após 120 dias, a micropartícula armazenada a 25 °C não apresentou células viáveis, a -18 °C continham cerca de 7,97 log UFC/g e a -8 ºC a contagem foi de 7,24 log UFC/g. Outrossim, a sobrevivência do L. rhamnosus GG microencapsulado à simulação gastrointestinal in vitro foi de 5,53 log UFC/g (8 °C) e 7,97 log UFC/g (-18 °C). Conclusão: Dessa forma, a micropartícula utilizando maltodextrina, farinha de banana verde e gelatina como materiais de parede se mostrou uma boa matriz carreadora e eficiente para proteger microrganismos probióticos, sendo potencialmente promissora para posterior adição em alimentos.
Palavras-chave Polímeros Verdes, Microencapsulação, Probióticos
Forma de apresentação..... Vídeo
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