Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21612

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS12
Setor Departamento de Engenharia Florestal
Bolsa FAPEMIG
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPEMIG, FUNARBE
Primeiro autor Saulo Affonso Hygino
Orientador ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO
Outros membros Amanda Ladeira Carvalho, Dandara Paula da Silva Guimarães, JOAO GILBERTO MEZA UCELLA FILHO, Larissa Soares Silva
Título POTENCIAL DAS FOLHAS DE MACAÚBA (Acrocomia aculeata) PARA FINS ENERGÉTICO
Resumo A palmeira de macaúba (Acrocomia aculeata), conhecida pela produção de frutos ricos em óleo, vem ganhando destaque nos últimos anos pelo seu potencial na produção de biocombustíveis. Esse interesse tem impulsionado a expansão de cultivos da espécie no Brasil, principalmente em sistemas produtivos sustentáveis, como os modelos de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF). Durante o manejo dessas plantações, são gerados resíduos, como as folhas, que se acumulam no campo e podem ser aproveitados. Este estudo teve como objetivo avaliar o potencial energético das folhas de macaúba. As amostras foram secas ao ar livre (≈12% de umidade), trituradas em moinho martelo, homogeneizadas e quarteadas. Os teores de materiais voláteis, carbono fixo e cinzas foram determinados conforme a norma ASTM D1762-84. A densidade a granel foi determinada conforme a norma EN 15103, enquanto o poder calorífico superior foi determinado por meio de bomba calorimétrica adiabática (IKA300®), de acordo com a norma DIN EN 14918. A densidade energética foi calculada com base na energia liberada por metro cúbico da biomassa. Foi observado que as folhas de macaúba possuem características favoráveis ao aproveitamento energético. O teor de materiais voláteis (78,64%) está relacionado à liberação rápida de energia, facilitando a ignição e a liberação de gases inflamáveis. O teor de carbono fixo (17,59%) está relacionado a presença de lignina, componente que mantêm a combustão por mais tempo, favorecendo a liberação lenta de energia. Já o teor de cinzas (3,77%), apesar de ser indesejável para a queima, pois representa do acúmulo de resíduos inorgânicos, encontra-se dentro dos limites aceitáveis para biomassa vegetal. A densidade a granel observada (95,45 kg/m³) representa um desafio logístico, devido ao grande volume necessário para transporte e armazenamento e impacta diretamente na densidade energética (1775,3 MJ/m³), porém essa propriedade pode ser otimizada por meio de processos como briquetagem ou pelletização. Além disso, o poder calorífico superior (18,30 MJ/kg) pode aumentar com a aplicação de tratamentos térmicos, como a pirólise lenta, que contribuiria para o aumento do teor de carbono fixo e consequentemente da estabilidade térmica do material. Essas estratégias podem contribuir para a viabilidade das folhas de macaúba como fonte alternativa e sustentável de energia.
Palavras-chave Resíduos Agroflorestais, Energia da biomassa, Densidade energética.
Forma de apresentação..... Painel
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