Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21586

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Extensão
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Nutrição e Saúde
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Gonçalo Avelar de Paula Lemos
Orientador MIRELLA LIMA BINOTI
Outros membros Isabela Cristina da Silva Nascimento, LUIZA CARLA VIDIGAL CASTRO, Michele Cristina, SARAH APARECIDA VIEIRA RIBEIRO
Título Perfil sociodemográfico, antropométrico e insegurança alimentar e nutricional de estudantes residentes nas moradias estudantis da Universidade Federal de Viçosa- MG
Resumo A insegurança alimentar e nutricional (IAN) configura-se pelo acesso limitado ou incerto a alimentos em quantidade e qualidade suficientes, o que impacta diretamente a saúde, o bem-estar e o desenvolvimento dos indivíduos. No contexto universitário, especialmente entre estudantes residentes em moradias estudantis, fatores como baixa renda, alterações nos padrões alimentares e a intensidade da rotina acadêmica contribuem para a IA dessa população. Essa realidade evidencia a importância de iniciativas que visem diagnosticar e enfrentar a IAN no ambiente universitário, promovendo a segurança alimentar e nutricional (SAN) como um componente essencial para o sucesso acadêmico e a qualidade de vida dos estudantes. O presente trabalho teve como objetivo caracterizar o perfil sociodemográfico e antropométrico dos estudantes residentes nas Unidades de Moradias Estudantis da Universidade no Federal de Viçosa, além de avaliar a prevalência de insegurança alimentar nessa população. Para o levantamento de dados foi realizado um estudo descritivo, transversal e quantitativo. A coleta de dados foi realizada entre o ano de 2023 e 2024. Foi solicitado aos estudantes o preenchimento de um questionário online com dados sociodemográficos, antropométricos, prática de atividade física, uso de cigarro e bebida alcoólica, consumo e preparo de alimentos, após o ingresso na universidade e a Escala Brasileira de Insegurança Alimentar reduzida. Todos os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. A amostra foi composta por 220 estudantes com idade média de 23 anos, maioria do sexo masculino (55%, n=121). Dentre esses, pardos (38,2%, n=84), brancos (32,3%, n=71), negros (26,4%, n=58), amarelos (0,9%, n=2) e indígenas (1,4%, n=3), todos brasileiros (100%, n=220), sendo a maioria natural de Minas Gerais (75%, n=165). Mais da metade recebia algum auxílio (55%, n=121), sendo 54,55% (n=120) com renda <1 salário mínimo, e média de R$526,00. Para o perfil antropométrico, a altura variou entre 1,47m e 1,98m, o peso mínimo foi de 45kg e o peso máximo de 139 kg, IMC médio de 24,07 kg/m²; desses 34,5% (n=76) apresentavam excesso de peso e 12,73% (n=28) relataram sobrepeso/obesidade. 73,2% (n=161) praticavam atividade física, 16,4% (n=36) faziam uso de cigarro e 66,8% (n=147) de álcool. Quanto aos hábitos alimentares, 48,6% (n=107) possuem costume de preparar suas refeições e 71,8% (n=158) comem com companhia. O almoço foi a refeição mais realizada no dia (95,9%, n=211), e no RU (40%, n=88). 84,5% (n=186) apresentou alteração na ingestão alimentar após o ingresso na universidade e 87,7% (n=193) alteração na compra de alimentos, com prevalência de piora. A insegurança alimentar foi identificada em 81,82% (n=180) dos estudantes. Compreender os determinantes sociais e nutricionais que impactam a qualidade de vida e o bem-estar desses estudantes, são fundamentais para a elaboração de estratégias eficazes de promoção da SAN no ambiente universitário.
Palavras-chave Insegurança alimentar, segurança alimentar, estudante.
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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