Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21574

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Medicina e Enfermagem
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Daniel Matossian Marinho
Orientador PEDRO PAULO DO PRADO JUNIOR
Outros membros Bruna de Freitas Calderaro, MARA RUBIA MACIEL CARDOSO DO PRADO
Título Perfil e prevalência das gestações de alto risco atendidas em uma unidade de referência
Resumo Introdução: A gestação de alto risco é caracterizada pela presença de condições maternas, fetais ou obstétricas que elevam a probabilidade de desfechos adversos durante a gravidez, o parto ou o puerpério. A identificação de fatores sociais, econômicos e comportamentais que influenciam a saúde materna torna-se essencial para qualificar o cuidado ofertado no pré-natal. Diante disso, faz-se imprescindível a análise do perfil das gestantes com o objetivo de compreender como impactam na evolução da gestação e nos desfechos materno-infantis. Objetivo(s): Avaliar o perfil e a prevalência das gestações de alto risco atendidas em um Centro Estadual de Atenção Especializada de um município da Zona da Mata Mineira. Método: Trata-se de uma pesquisa transversal, de natureza quantitativa, de caráter descritivo. A amostra foi composta por gestantes que realizaram o pré-natal na unidade de referência para gestação de alto risco no município de Viçosa-MG. Esses dados referem-se a um período de 12 meses, entre abril de 2023 a abril de 2024. Os dados foram coletados por meio da transcrição de prontuários para a plataforma Google Forms e, posteriormente, transferidos em forma de planilhas para o Microsoft Word. Foi realizada uma análise descritiva, abrangendo frequências absolutas e relativas, no SPSS versão 20. Resultados: O estudo apontou que a área analisada apresenta uma incidência de gestações de alto risco compatível com a média nacional; no entanto, alguns municípios se destacam por registrar taxas significativamente mais elevadas. A maioria das gestantes encontram-se na faixa etária entre 20 a 34 anos, em sua maioria, declaradas pretas, pardas ou indígenas. No aspecto conjugal, 61,9% das gestantes vivem em união estável, apresentam baixa escolaridade e renda, ainda que metade das gestantes possua ocupação. A renda familiar limitada, presente em cerca de metade das mulheres, agrava o risco gestacional por dificultar o acesso ao pré-natal, à alimentação adequada e à moradia digna. Ao se analisar o consumo de álcool e tabaco, o estudo evidenciou que 3,5% das mulheres fazem uso de álcool na gestação, enquanto 9,1% apresentam consumo de tabaco. Nesse contexto, a pesquisa revelou que 1,1% das gestantes relataram o uso de substâncias ilícitas durante a gestação, índice que se aproxima da média nacional. Ao se analisar sono e atividade física, 42,3% das gestantes classificadas como de alto risco relatam sono e repouso prejudicados e apenas 10% dessas mulheres relatam prática de atividade física. Conclusões: A análise dos dados evidencia um cenário de múltiplas vulnerabilidades. Esses elementos, associados, reforçam a importância de estratégias integradas e sensíveis às desigualdades sociais para a promoção de um cuidado pré-natal mais eficaz, capaz de minimizar riscos e melhorar os desfechos materno-infantis.
Palavras-chave Gestação de alto risco, saúde materno-infantil, gestação
Forma de apresentação..... Painel
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