Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21568

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Pós-graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Tecnologia de Alimentos
Bolsa CAPES
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CAPES, CNPq, FAPEMIG
Primeiro autor Thaís Costa Santos
Orientador ERICA NASCIF RUFINO VIEIRA
Outros membros Ana Luiza Ferreira da Silva, Mirielle Teixeira Lourenço, Raquel Lauer de Oliveira, Vanessa Caroline de Oliveira
Título Desenvolvimento e caracterização de uma bebida vegetal fermentada inoculada com grãos de kefir
Resumo O crescente interesse por alimentos funcionais e isentos de ingredientes de origem animal tem impulsionado o desenvolvimento de bebidas vegetais fermentadas como alternativas aos produtos lácteos. Nesse contexto, os grãos de kefir destacam-se como agente fermentador devido à sua microbiota simbiótica composta por bactérias ácido-láticas e leveduras, reconhecida por seus potenciais benefícios à saúde. Este trabalho teve como objetivo desenvolver e caracterizar uma bebida vegetal fermentada à base de suco integral de uva e pera, inoculada com grãos de kefir. Foi utilizado um suco integral comercial, composto por 50% uva e 50% pera. Os grãos de kefir foram obtidos por doação. Avaliaram-se os efeitos de duas concentrações de grãos (1% e 2%) e três tempos de fermentação (12, 24 e 48 h) sobre os parâmetros físico-químicos: pH, acidez titulável (AT), sólidos solúveis totais (ºBrix) e cor. Utilizou-se delineamento experimental fatorial 2×3, com análise de variância (ANOVA) bifatorial para identificar os efeitos principais e a interação entre os fatores (p < 0,05). Diferenças significativas foram avaliadas pelo teste de Tukey (α = 0,05), utilizando o software SpeedStat. A adição de grãos de kefir promoveu alterações significativas nos parâmetros físico-químicos e de cor da bebida vegetal de uva e pera. O controle (CS) manteve pH estável e baixa AT ao longo do tempo. Já as amostras fermentadas apresentaram redução do pH e aumento da AT, especialmente SU2 (2% de grãos), indicando maior atividade fermentativa. A amostra SU1 (1% de grãos) mostrou comportamento intermediário. Houve redução do ºBrix nas amostras fermentadas, refletindo o consumo de açúcares pelos microrganismos. CS manteve os valores inalterados. Na análise de cor, SU2 apresentou menor luminosidade desde o tempo 0, mantendo-se a mais escura ao longo da fermentação. SU2 também foi a menos vermelha em todos os tempos, enquanto CS foi o mais vermelho. As 24 e 48 h, SU2 tendeu para uma tonalidade mais azulada, e CS, para o amarelo. Em termos de tonalidade (Hue), CS manteve-se mais próximo do vermelho em todos os tempos. Para Chroma, SU2 apresentou cor mais desbotada, indicando degradação de pigmentos. CS manteve maior pureza de cor, enquanto as demais amostras tenderam a tons mais acinzentados. Assim, a fermentação da bebida vegetal de uva e pera com grãos de kefir resultou em alterações físico-químicas e de cor, intensificadas pelo aumento da concentração de grãos e do tempo de fermentação. Houve maior acidificação, redução de ºBrix e degradação da cor. Dessa forma, o uso de kefir é uma proposta viável, desde que a concentração do inóculo e o tempo de fermentação sejam otimizados para manter o equilíbrio entre funcionalidade e qualidade.
Palavras-chave Bebida vegetal, fermentação, kefir
Forma de apresentação..... Vídeo
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