| Resumo |
A crescente demanda por sistemas de produção sustentáveis na agricultura tem impulsionado o interesse por culturas capazes de integrar produtividade e sustentabilidade. Nesse contexto, a Macaúba (Acrocomia aculeata) emerge como espécie-chave especialmente pela aptidão para integrar sistemas agroflorestais e contribuir para o armazenamento de carbono. Além disso, trata-se de uma palmeira nativa de ampla distribuição no Brasil e de ocorrência natural em áreas de pastagens. O trabalho teve como objetivo estimar o acúmulo de carbono por hectare em diferentes densidades de cultivo de macaúba utilizando a equação alométrica em função da idade do plantio. O estudo foi realizado na Unidade de Ensino, Pesquisa e Extensão de Araponga-MG (clima Cwb, tropical de altitude), em um sistema silvipastoril com palmeiras macaúba cultivadas em cinco espaçamentos de plantio: 4,5 m x 4,5 m (T1); 4,0 m x 5,0 m (T2); 4,0 m x 6,0 m (T3); 4,0 m x 7,0 m (T4); 4,0 m x 8,0 m (T5), com densidades de 494, 500, 416, 357 e 323 plantas ha-1, respectivamente. A idade das plantas é de 15,75 anos (189 meses). A estimativa de acúmulo de carbono por planta foi realizada através da equação alométrica, desenvolvida por Moreira et al. (2025). Para estimar o acúmulo de carbono por hectare o valor de acúmulo de carbono por planta foi obtido pela equação e multiplicado pela densidade de plantas de cada tratamento. O acúmulo de carbono por planta foi determinado por Moreira et al. (2025) em 318,6 Kg planta-1 de carbono nesta idade e os resultados obtidos foram de 157,4; 159,3; 132,5; 113,7 e 102,9 Mg ha-1 de carbono para T1, T2, T3, T4, e T5, respectivamente. Conclui-se, com esta extrapolação, que há variação no estoque de carbono nos tecidos vegetais por área devido às diferentes densidades de plantio, e reduções das densidades de plantio poderiam limitar o acúmulo de carbono acima do solo. Portanto, fica evidente que para fins de geração de créditos de carbono a densidade de plantio é uma variável de grande importância. |