Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21486

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Humanas e Sociais
Área temática Dimensões Sociais: ODS4
Setor Departamento de Letras
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Júlia Mol Pessoa
Orientador WANIA TEREZINHA LADEIRA
Título A Língua Inglesa no desenvolvimento comunicativo de universitários com Transtorno do Espectro Autista (TEA).
Resumo O termo "autismo" tem origem na palavra grega autós, que significa "si mesmo", remetendo à ideia de afastamento do mundo exterior e ênfase no universo interno. Essa noção se alinha às características clínicas descritas no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (American Psychiatric Association, 2014), que define o Transtorno do Espectro Autista (TEA) como uma condição do neurodesenvolvimento marcada por dificuldades persistentes na comunicação e na interação social, além de padrões restritos e repetitivos de comportamento. Assim, é relevante considerar que um dos principais fatores que influenciam o diagnóstico é a dificuldade de interação social. Nesse sentido, torna-se essencial reconhecer as especificidades do espectro para compreender como autistas constroem sentidos, expressam ideias e interagem em diferentes contextos sociais. Essa perspectiva ressalta a relevância deste estudo, que se propõe a investigar como a língua inglesa, como segundo idioma, contribui para o desenvolvimento linguístico, comunicativo e social de adultos universitários com TEA. Espera-se, nesse contexto, que o domínio de uma língua estrangeira, especialmente o inglês, favoreça não apenas a aquisição de novas habilidades linguísticas, mas também a ampliação da percepção do outro e a construção do senso de identidade e pertencimento social, conforme apontam Rocha e Tonelli (2013). Especificamente, este estudo visa identificar as estratégias desenvolvidas pelos participantes durante a aprendizagem do inglês, bem como analisar os impactos percebidos em suas interações sociais e o papel da língua como ferramenta de mediação comunicativa. Para isso, vale-se de uma abordagem qualitativa, com foco nas experiências individuais dos participantes, selecionados por meio de questionário on-line, com base nos critérios de maior tempo de contato com a língua e a existência, em algum momento da vida, de um hiperfoco no idioma. Esta investigação caracteriza-se como um estudo de caso, entendido como uma descrição detalhada de um contexto particular que permite a construção do conhecimento por meio da observação e análise dos dados, conforme propõem Lüdke e André (1986). Por meio de entrevistas semiestruturadas, busca-se examinar as experiências dos participantes na aprendizagem do inglês e compreender os impactos dessa vivência em suas trajetórias comunicativas. Espera-se, assim, que este estudo contribua para ampliar as discussões nos âmbitos acadêmico e docente, ao evidenciar o uso da língua inglesa como ferramenta potencial no desenvolvimento comunicativo de autistas. Desse modo, estima-se que, ao longo das análises, seja possível identificar estratégias essenciais ao desenvolvimento pessoal dos participantes, além de expandir essas práticas para um contexto educacional que celebre a diversidade e valorize o desenvolvimento com base nas individualidades.
Palavras-chave Transtorno do Espectro Autista (TEA), Inglês, Estratégias de aprendizagem
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
Gerado em 0,76 segundos.