Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21470

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Ambientais: ODS14
Setor Departamento de Biologia Animal
Bolsa Outros
Conclusão de bolsa Sim
Apoio financeiro FAPEMIG, Outros
Primeiro autor Danielle Schultz
Orientador AMANDA FERREIRA E CUNHA
Outros membros Alessandra Lopes de Araujo, Izabella Menini Rodrigues, Vanessa Souza Morais Guimarães
Título A influência dos animais basibiontes na diversidade de hidroides epizoicos marinhos
Resumo O filo Cnidaria representa um grupo de invertebrados marinhos bastante diversificado. A classe
Hydrozoa se destaca pela presença da fase de pólipo que é séssil e, na grande maioria das
espécies, forma colônias que podem se fixar em substratos naturais ou artificiais. Quando
fixadas em substratos vivos, essa interação é chamada de epibiose, uma associação entre
substrato (basibionte) e organismo séssil (epibionte). Basibiontes animais apresentam diversas
morfologias, diferentes hábitos de vida e estratégias de mobilidade e alimentação, que podem
influenciar a relação com os epibiontes. O objetivo do trabalho foi verificar se a diversidade de
espécies de hidroides que ocorrem em diferentes substratos animais pode ser explicada pela
morfologia e fisiologia dos seus basibiontes. Registros de hidroides e seus basibiontes animais
foram obtidos da literatura, a partir de uma busca na plataforma Web of Science. A busca
recuperou 4.873 artigos, dos quais os 2.000 artigos mais recentes (2013 a 2024) foram
analisados individualmente para verificar a presença de registros. Entre eles, 129 artigos
continham registros de basibiontes animais. Também foram coletadas da literatura informações
sobre os basibiontes, como: classificação do basibionte, estrutura do esqueleto, tipo de
esqueleto, estratégia alimentar, mobilidade e habitat, para investigar a influência desses
caracteres na morfologia e ciclo de vida dos hidroides. Considerando o conjunto de dados
obtidos, foram analisados 2.230 registros de epibiose, compreendendo 339 espécies de hidroides
em 9 grupos de basibiontes animais. O substrato com o maior número de espécies de hidroides
associadas foi o próprio grupo de hidroides (autoepizoísmo), com 1.113 espécies epibiontes.
Destaca-se também a relação epizoica entre hidroides e corais duros (324 registros). Os
resultados indicam que a morfologia dos basibiontes influencia a relação epizoica, com maior
número de registros em basibiontes sésseis e com esqueleto calcário. Não foi observada uma
relação direta entre o tipo de esqueleto do basibionte e a forma colonial dos hidroides, já que as
colônias estolonais foram abundantes tanto em basibiontes com esqueletos macios quanto
duros. Entre as estratégias alimentares, o número de registros em basibiontes filtradores foi
maior (238 registros). A mobilidade dos basibiontes e o ciclo de vida dos epibiontes não
demonstraram uma relação clara, principalmente considerando que o maior número de registros
de hidroides ocorreu entre basibiontes sésseis, nos quais o número de registros de hidroides com
gonóforo fixo (639 registros) e medusa (533 registros) foi similar. Embora este estudo se baseie
em dados da literatura, os padrões observados apontam para o importante papel dos substratos
animais na diversidade de hidroides marinhos, sugerindo a necessidade de mais estudos
experimentais sobre as relações epizoicas, ainda pouco estudadas nesse ambiente.
Palavras-chave Epibiose, Interações interespecíficas, Substrato animal
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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