| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Universidade Federal de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Pesquisa |
| Área de conhecimento | Ciências Biológicas e da Saúde |
| Área temática | Dimensões Ambientais: ODS14 |
| Setor | Departamento de Biologia Animal |
| Bolsa | Outros |
| Conclusão de bolsa | Sim |
| Apoio financeiro | FAPEMIG, Outros |
| Primeiro autor | Danielle Schultz |
| Orientador | AMANDA FERREIRA E CUNHA |
| Outros membros | Alessandra Lopes de Araujo, Izabella Menini Rodrigues, Vanessa Souza Morais Guimarães |
| Título | A influência dos animais basibiontes na diversidade de hidroides epizoicos marinhos |
| Resumo | O filo Cnidaria representa um grupo de invertebrados marinhos bastante diversificado. A classe Hydrozoa se destaca pela presença da fase de pólipo que é séssil e, na grande maioria das espécies, forma colônias que podem se fixar em substratos naturais ou artificiais. Quando fixadas em substratos vivos, essa interação é chamada de epibiose, uma associação entre substrato (basibionte) e organismo séssil (epibionte). Basibiontes animais apresentam diversas morfologias, diferentes hábitos de vida e estratégias de mobilidade e alimentação, que podem influenciar a relação com os epibiontes. O objetivo do trabalho foi verificar se a diversidade de espécies de hidroides que ocorrem em diferentes substratos animais pode ser explicada pela morfologia e fisiologia dos seus basibiontes. Registros de hidroides e seus basibiontes animais foram obtidos da literatura, a partir de uma busca na plataforma Web of Science. A busca recuperou 4.873 artigos, dos quais os 2.000 artigos mais recentes (2013 a 2024) foram analisados individualmente para verificar a presença de registros. Entre eles, 129 artigos continham registros de basibiontes animais. Também foram coletadas da literatura informações sobre os basibiontes, como: classificação do basibionte, estrutura do esqueleto, tipo de esqueleto, estratégia alimentar, mobilidade e habitat, para investigar a influência desses caracteres na morfologia e ciclo de vida dos hidroides. Considerando o conjunto de dados obtidos, foram analisados 2.230 registros de epibiose, compreendendo 339 espécies de hidroides em 9 grupos de basibiontes animais. O substrato com o maior número de espécies de hidroides associadas foi o próprio grupo de hidroides (autoepizoísmo), com 1.113 espécies epibiontes. Destaca-se também a relação epizoica entre hidroides e corais duros (324 registros). Os resultados indicam que a morfologia dos basibiontes influencia a relação epizoica, com maior número de registros em basibiontes sésseis e com esqueleto calcário. Não foi observada uma relação direta entre o tipo de esqueleto do basibionte e a forma colonial dos hidroides, já que as colônias estolonais foram abundantes tanto em basibiontes com esqueletos macios quanto duros. Entre as estratégias alimentares, o número de registros em basibiontes filtradores foi maior (238 registros). A mobilidade dos basibiontes e o ciclo de vida dos epibiontes não demonstraram uma relação clara, principalmente considerando que o maior número de registros de hidroides ocorreu entre basibiontes sésseis, nos quais o número de registros de hidroides com gonóforo fixo (639 registros) e medusa (533 registros) foi similar. Embora este estudo se baseie em dados da literatura, os padrões observados apontam para o importante papel dos substratos animais na diversidade de hidroides marinhos, sugerindo a necessidade de mais estudos experimentais sobre as relações epizoicas, ainda pouco estudadas nesse ambiente. |
| Palavras-chave | Epibiose, Interações interespecíficas, Substrato animal |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
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