| Resumo |
Este trabalho foi desenvolvido como parte do Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (PIBID) da Universidade Federal de Viçosa - UFV, núcleo - História, 2024 - 2025, coordenado pela professora Vanessa Lana, na Escola Estadual Padre Álvaro Corrêa Borges, dentro da disciplina de História, sob orientação da professora supervisora do programa, Tatiana Maria Fontes da Silva, em uma turma de sétimo ano do Ensino Fundamental II. Ao longo do primeiro bimestre, os alunos do sétimo ano estudaram, conforme previsto, sobre os povos indígenas. Tendo em vista a maior ênfase dos materiais didáticos em trabalhar com povos como os maias, astecas e incas - vistos como mais “importantes e avançados”, foi pensada e desenvolvida uma atividade para que os alunos estudassem e conhecessem mais sobre as etnias indígenas que compõe nosso país, o Brasil, principalmente na atualidade, para que a turma pudesse ter uma visão mais ampla sobre o tema, desconstruindo estereótipos produzidos e perpetuados na sociedade brasileira, contribuindo para uma formação mais crítica, humana e que saiba se posicionar de forma mais respeitosa perante esses povos. Para a realização da intervenção, houveram dois momentos: um primeiro, em que os alunos fizeram uma pesquisa guiada sobre uma etnia indígena presente no Brasil atual, contendo a localização, os modos de vida, as culturas e os aspectos das religiosidades do povo escolhido, complementada com a apresentação para a turma. O segundo momento foi composto por uma aula expositivo-dialogada, com a apresentação de um trecho de uma fonte histórica, a carta de Pero Vaz de Caminha, no que refere-se aos povos indígenas, com a problematização de termos como “índio”, “selvagem”, reforçando a diversidade de etnias e a necessidade de respeito à cultura, religião e à alteridade. Os resultados obtidos foram satisfatórios, tendo em vista que os alunos demonstraram interesse pela atividade, participando tanto da pesquisa quanto da aula expositivo-dialogada, trazendo questões e concepções estereotipadas, que foram construídas em sua formação social, sobre os povos indígenas, de modo que foi possível uma maior compreensão do assunto pela junção de uma metodologia mais ativa de pesquisa com a aula expositiva desenvolvendo, na turma, um pensamento crítico sobre o tema. |