Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21461

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Biológicas e da Saúde
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Bioquímica e Biologia Molecular
Bolsa CNPq
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Vivian das Gracas Sodré Floresta
Orientador ELIZABETH PACHECO BATISTA FONTES
Outros membros Marco Aurelio Ferreira
Título Verificação da dependência da fosforilação de L10 para ativação da via de NIK1
Resumo Plantas estão constantemente expostas às mudanças climáticas adversas e exposição a patógenos que podem comprometer o seu desenvolvimento. Estresses bióticos e abióticos inibem processos bioquímicos que promovem o crescimento celular e geram produtividade, ocasionando perdas econômicas, podendo também prejudicar a segurança alimentar global. Nesse contexto, vias de sinalização de defesa desempenham papel fundamental nas respostas adaptativas das plantas. A via antiviral mediada por NIK1 (NSP-Interacting Kinase 1) é um mecanismo de controle de tradução e fotossíntese induzido por estresses bióticos e abióticos em plantas. NIK1 é uma proteína de membrana inicialmente identificada como alvo de virulência de begomovírus. NIK1 é ativada pelo reconhecimento de padrões moleculares associados a patógenos (PAMPs) ou por estímulos abióticos, que promovem a dimerização com receptores de membrana e a subsequente fosforilação do resíduo de treonina na posição 474. Uma vez ativada, NIK1 medeia a fosforilação da proteína ribossomal RPL10, a redirecionando para o núcleo. No núcleo, RPL10 interage com a proteína LIMYB, resultando na repressão da expressão de genes ribossomais e, consequentemente, supressão da tradução global. O presente trabalho tem como objetivo verificar se a fosforilação da RPL10 mediante aumento da temperatura é imprescindível para atuação na via mediada por NIK1. Para isso, foram utilizadas plantas selvagens, plantas expressando NIK1-T474D (proteína mutante constitutivamente ativa), e a linhagem expressando a proteína quimérica YFPL10GR. Nesta última construção, RPL10 foi fusionada ao receptor de glicocorticoide (GR), o qual permite a ida regulada de RPL10 para o núcleo independentemente de NIK1. A adição de dexametasona ao meio de crescimento, ativa o sinal de localização nuclear do GR redirecionando YFPL10GR para o núcleo sem a necessidade de fosforilação. Por microscopia confocal foi possível observar a translocação de RPL10 do citoplasma para o núcleo em plântulas submetidas a um choque térmico de 38°C. Análises da expressão de gênica por RT-qPCR indicaram redução da expressão de genes ribossomais tanto em plantas submetidas ao choque térmico, quanto na linhagem YFPL10GR tratada com dexametasona sem ativação da via de NIK1. Nossos resultados demonstram que, embora a fosforilação de RPL10 seja necessária para a translocação para o núcleo, apenas sua presença no núcleo independente de seu estado de fosforilação é suficiente para a interação com LIMYB e ocasiona em última análise a repressão da tradução. Isso demonstra que a fosforilação atua como um mecanismo de transporte, mas não é essencial para a função da RPL10 no núcleo.
Palavras-chave NIK1, RPL10, sinalização
Forma de apresentação..... Vídeo
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