Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21457

ISSN 2237-9045
Instituição Centro Universitário de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Ensino
Área de conhecimento Ciências Humanas e Sociais
Área temática Dimensões Sociais: ODS3
Setor Departamento de Artes e Humanidades
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor Adriana da Silva Guimarães
Orientador Marco Aurelio Muniz Correa de Carvalho
Outros membros Sara Barbosa da Costa
Título Construindo sentidos: oficinas terapêuticas e a ressignificação do sofrimento psíquico – um relato de caso em serviço da Rede de Atenção Psicossocial
Resumo A partir da vivência de estágio curricular em Psicologia em um CAPS do interior de Minas Gerais, este relato de experiência aborda a realização de oficinas terapêuticas
como estratégia de cuidado na Rede de Atenção Psicossocial, em consonância com os
princípios da Reforma Psiquiátrica. As oficinas foram voltadas para usuários em
sofrimento psíquico, buscando oferecer alternativas ao modelo biomédico centrado na
medicalização. Fundamenta-se na importância de práticas que valorizem a escuta, a
subjetividade e a expressão simbólica, promovendo uma clínica ampliada, viva e
comprometida com o protagonismo dos sujeitos. O objetivo foi construir, por meio de
materiais artísticos variados, um espaço terapêutico de escuta qualificada, vínculos e
expressão subjetiva. A metodologia envolveu encontros semanais, respeitando os
tempos, desejos e singularidades dos participantes. Ao longo do processo, observou-se
que, apesar de resistências iniciais, os usuários passaram a se engajar nas atividades,
expressando afetos, memórias e narrativas pessoais. As produções artísticas revelaram o
potencial simbólico e terapêutico do fazer criativo, favorecendo a ressignificação do
sofrimento psíquico e o fortalecimento da autonomia. A escuta mostrou-se como eixo
fundamental na construção de vínculos e no acolhimento das experiências subjetivas. A
convivência em grupo produziu um ambiente ético e afetivo, onde o cuidado emergiu da
espontaneidade e da valorização do gesto, em sintonia com a perspectiva de Nise da
Silveira sobre a arte como via legítima de expressão do mundo interno. As oficinas se
revelaram práticas clínicas potentes, capazes de romper com a lógica da naturalização
do sofrimento e da fragmentação do cuidado, promovendo sentido, pertencimento e
cuidado integral em saúde mental. Conclui-se que, quando integradas de forma ética e
sensível à rede de atenção, as oficinas terapêuticas ampliam as possibilidades de
intervenção e reafirmam o compromisso com uma saúde mental pautada na liberdade,
na criação e na dignidade.
Palavras-chave Oficinas terapêuticas, saúde mental, subjetividade
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
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