| ISSN | 2237-9045 |
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| Instituição | Centro Universitário de Viçosa |
| Nível | Graduação |
| Modalidade | Ensino |
| Área de conhecimento | Ciências Humanas e Sociais |
| Área temática | Dimensões Sociais: ODS3 |
| Setor | Departamento de Artes e Humanidades |
| Bolsa | Não se Aplica |
| Conclusão de bolsa | Não |
| Primeiro autor | Adriana da Silva Guimarães |
| Orientador | Marco Aurelio Muniz Correa de Carvalho |
| Outros membros | Sara Barbosa da Costa |
| Título | Construindo sentidos: oficinas terapêuticas e a ressignificação do sofrimento psíquico – um relato de caso em serviço da Rede de Atenção Psicossocial |
| Resumo | A partir da vivência de estágio curricular em Psicologia em um CAPS do interior de Minas Gerais, este relato de experiência aborda a realização de oficinas terapêuticas como estratégia de cuidado na Rede de Atenção Psicossocial, em consonância com os princípios da Reforma Psiquiátrica. As oficinas foram voltadas para usuários em sofrimento psíquico, buscando oferecer alternativas ao modelo biomédico centrado na medicalização. Fundamenta-se na importância de práticas que valorizem a escuta, a subjetividade e a expressão simbólica, promovendo uma clínica ampliada, viva e comprometida com o protagonismo dos sujeitos. O objetivo foi construir, por meio de materiais artísticos variados, um espaço terapêutico de escuta qualificada, vínculos e expressão subjetiva. A metodologia envolveu encontros semanais, respeitando os tempos, desejos e singularidades dos participantes. Ao longo do processo, observou-se que, apesar de resistências iniciais, os usuários passaram a se engajar nas atividades, expressando afetos, memórias e narrativas pessoais. As produções artísticas revelaram o potencial simbólico e terapêutico do fazer criativo, favorecendo a ressignificação do sofrimento psíquico e o fortalecimento da autonomia. A escuta mostrou-se como eixo fundamental na construção de vínculos e no acolhimento das experiências subjetivas. A convivência em grupo produziu um ambiente ético e afetivo, onde o cuidado emergiu da espontaneidade e da valorização do gesto, em sintonia com a perspectiva de Nise da Silveira sobre a arte como via legítima de expressão do mundo interno. As oficinas se revelaram práticas clínicas potentes, capazes de romper com a lógica da naturalização do sofrimento e da fragmentação do cuidado, promovendo sentido, pertencimento e cuidado integral em saúde mental. Conclui-se que, quando integradas de forma ética e sensível à rede de atenção, as oficinas terapêuticas ampliam as possibilidades de intervenção e reafirmam o compromisso com uma saúde mental pautada na liberdade, na criação e na dignidade. |
| Palavras-chave | Oficinas terapêuticas, saúde mental, subjetividade |
| Forma de apresentação..... | Painel |
| Link para apresentação | Painel |
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