| Resumo |
Este resumo tem como objetivo socializar a minha experiência como bolsista PIBEX Júnior. Ser estudante do ensino médio no CAp-COLUNI/UFV proporciona vivências que vão além do conteúdo das disciplinas. Participar do projeto de extensão Trilheiros do Sauá tem sido uma das experiências mais marcantes da minha trajetória escolar. O projeto realiza trilhas interpretativas com base na educação ambiental crítica, adaptadas a diferentes públicos, e tem como um de seus grandes diferenciais a formação de equipes compostas por estudantes da graduação e do ensino médio. Isso tem me possibilitado um convívio constante com colegas universitários e um contato direto com a prática extensionista da universidade. No projeto, compartilhamos responsabilidades: planejamos roteiros, discutimos os temas que serão abordados nas trilhas, realizamos estudos sobre educação ambiental e preparamos atividades educativas. Trabalhar com graduandos de diferentes cursos me mostrou que a universidade é feita de diálogo e cooperação e que, mesmo ainda no ensino médio, posso contribuir de forma ativa com ideias, leituras, e na própria mediação das trilhas. Ao lado deles, aprendi a escutar com atenção, adaptar a linguagem ao público, organizar o tempo e perceber o impacto que pequenas ações podem ter na formação de consciência ambiental em crianças, jovens e adultos. As trilhas acontecem na Mata da Biologia da UFV. Nesses espaços, recebemos grupos escolares e visitantes da comunidade em caminhadas educativas, em que buscamos provocar reflexões sobre as relações entre sociedade, natureza e território. A cada trilha, percebo como o trabalho em grupo e o respeito à diversidade de saberes são essenciais. A troca com os colegas da graduação não só enriquece os roteiros como também amplia minha visão sobre o mundo acadêmico e sobre a importância da extensão universitária. Uma das maiores contribuições dessa vivência tem sido o fortalecimento da minha autonomia, confiança e interesse por projetos científicos e sociais. O ambiente do projeto me acolheu como igual, mesmo sendo aluno do ensino médio. Isso rompeu a distância que muitas vezes imaginamos existir entre o colégio e a universidade. Hoje, compreendo com mais clareza o papel da UFV como uma instituição que dialoga com a sociedade, e me vejo, desde já, como parte ativa desse processo. Estar no Trilheiros do Sauá tem me ensinado que aprender vai muito além de decorar conteúdos. Aprender, nesse contexto, é ouvir o outro, interpretar o ambiente, transformar conhecimento em prática e se comprometer com causas coletivas. Conviver com colegas da graduação, participar das decisões do grupo e ver o impacto do nosso trabalho nas pessoas que participam das trilhas são experiências que levarei comigo, tanto para minha vida acadêmica quanto pessoal. |