Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21447

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Sociais: ODS2
Setor Departamento de Biologia Vegetal
Bolsa CNPq/Balcão
Conclusão de bolsa Não
Apoio financeiro CNPq
Primeiro autor Joao Vitor da Silva Teixeira
Orientador ADRIANO NUNES NESI
Outros membros João Alexandre Nascimento dos Reis, José Francisco de Carvalho Gonçalves, Thaline Martins Pimenta, Yasmin Verçosa Kramer
Título Biotecnologia vegetal aplicada: efeitos do uso de nanopartículas de carbono na fisiologia e anatomia foliar de Bertholletia excelsa
Resumo A castanheira-da-Amazônia (Bertholletia excelsa), é uma espécie multiproduto com grande importância ecológica e econômica para o bioma Amazônico. A espécie tem sido amplamente utilizada na silvicultura e em recuperação de áreas degradadas. Isto se deve a elevada plasticidade fisiológica da castanheira, sendo capaz de se adaptar e se estabelecer em diferentes condições ambientais. A adoção de tecnologias como bioestimulantes (nanopartículas de carbono - NPC) que fomentem o cultivo dessa espécie em plantios de alto desempenho pode representar ganhos produtivos significativos. Considerando suas aplicações, este estudo buscou investigar o efeito do uso de NPC (Arbolina) como bioestimulante do crescimento, desempenho fotossintético e das alterações na anatomia foliar de Bertholletia excelsa. Para tanto, foram utilizadas plantas jovens de 2 anos de idade, com a mesma matriz genética, cultivadas individualmente em vasos de 10 litros, contendo uma mistura de substrato comercial e solo (2:1). Das vinte quatro (24) plantas selecionadas, metade representaram o controle (- Arbolina) e a outra metade recebeu o tratamento com a nanopartícula de carbono (+ Arbolina). O tratamento consistiu na aplicação em microcoroamento de 5mL de Arbolina diluída em 30 mL de água destilada diretamente no substrato previamente escarificado. A aplicação foi realizada a cada 15 dias durante 6 meses. O experimento foi conduzido com plantas irrigadas até a capacidade de campo e mantidas sobre bancadas em ambiente a pleno sol. Ao final do experimento foram determinadas as características biométricas de altura, diâmetro do coleto e número de folhas por planta. Também foram analisados os parâmetros de trocas gasosas: taxa de fotossíntese líquida (A), condutância estomática (gs), concentração interna de CO2 (Ci) e transpiração foliar (E) utilizando um analisador de gases a infravermelho (LI-6400XT, LI-COR, Lincoln, NE, USA). As análises anatômicas foliares foram realizadas por microscopia de luz, com avaliação morfométrica dos componentes foliares em cortes transversais, além da densidade estomática na diafanização, por meio do programa Image-Pro Plus. As plantas tratadas com NPC apresentaram maior crescimento em altura e diâmetro do coleto em relação às plantas do controle. O tratamento promoveu aumento de 30% na taxa fotossintética comparado ao controle, acompanhado de maior condutância estomática e transpiração das plantas. No entanto, não houve diferença significativa em concentração interna de CO2 e eficiência de uso da água com aplicação de NPC. As análises anatômicas mostraram maiores espessuras de epiderme superior e parênquima paliçádico em plantas tratadas com NPC, além de maior densidade estomática comparado ao controle. Conjuntamente, os resultados sugerem que a aplicação de nanopartículas de carbono estimula o crescimento de plantas de Bertholletia excelsa por meio da maior taxa fotossintética e alterações morfoanatômicas.
Palavras-chave Bioestimulante, castanheira-da-Amazônia, Fotossíntese
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
Gerado em 0,65 segundos.