Das Montanhas de Minas ao Oceano: Os Caminhos da Ciência para um Futuro Sustentável

20 a 25 de outubro de 2025

Trabalho 21430

ISSN 2237-9045
Instituição Universidade Federal de Viçosa
Nível Graduação
Modalidade Pesquisa
Área de conhecimento Ciências Agrárias
Área temática Dimensões Ambientais: ODS7
Setor Departamento de Engenharia Florestal
Bolsa Não se Aplica
Conclusão de bolsa Não
Primeiro autor LAWRENCE PIRES DE OLIVEIRA
Orientador ANGELICA DE CASSIA OLIVEIRA CARNEIRO
Outros membros FERNANDA DE JESUS JORGE, IARA FONTES DEMUNER, José Goncalves Bastos, Matheus Fernandes de Carvalho Reis
Título Análise termogravimétrica da madeira de Corymbia citriodora visando a produção de carvão vegetal
Resumo Madeiras de espécies de Corymbia, em geral, destacam-se por possuírem densidade acima de 600 kg.m-3 já aos 7 anos de idade, sendo essa propriedade uma das tantas necessárias para a produção de carvão vegetal de qualidade. No entanto, para que o processo de carbonização seja conduzido de forma eficiente, também se faz necessário conhecer o desempenho térmico da madeira durante o processo de pirólise. Por meio da análise termogravimétrica, é possível obter informações a respeito das faixas de degradação dos principais componentes estruturais da madeira, permitindo assim o melhor dimensionamento da taxa de aquecimento necessária para que as reações de pirólise ocorram de forma eficiente, maximizando rendimento e qualidade. O objetivo desse estudo foi avaliar a porcentagem de perda de massa nas diferentes faixas de degradação térmica e a massa residual na temperatura de 450°C, durante a degradação térmica da madeira de Corymbia citriodora, visando sua aplicação para a produção de carvão vegetal. A madeira de Corymbia citriodora, colhida aos 60 anos de idade, e com densidade básica de 762 kg.m-3, foi transformada em cavacos e posteriormente em serragem, com granulometria compreendida entre 40 e 60 mesh e seca em estufa a 105°C até massa constante. A análise termogravimétrica foi realizada sob atmosfera de gás nitrogênio e vazão constante de 50 mL.min-1. A degradação térmica ocorreu a partir de 19°C até temperatura máxima de 450ºC, com taxa de aquecimento de 10°C.min-1. A curva termogravimétrica (TGA) foi obtida para avaliar a perda de massa em função da temperatura e a curva da derivada primeira da perda de massa em relação a temperatura (DTG) para avaliar os picos de maior taxa de degradação. Entre 19 e 100°C, foi observado a perda percentual de 5,17% de massa, correspondente ao teor de umidade presente na madeira. Entre 100 e 200°C, foi observado perda percentual de massa de apenas 0,25%. Por sua vez, nas faixas de 200-250°C, 250-300°C, 300-350°C, 350-400°C e 400-450°C foram observadas perdas percentuais de 1,81; 12,14; 25,32; 21,96 e 5,43%, respectivamente. A maior taxa de degradação térmica foi observada na temperatura de 353°C. A massa residual em 450°C foi de 27,65%. Conclui-se que a faixa de maior degradação térmica da madeira de Corymbia citriodora ocorreu entre 300 e 350°C, indicando que mais tempo de carbonização deve ser destinado para essa fase, caracterizada por maior taxa se degradação dos carboidratos. Além disso a massa residual a 450°C evidencia que os carvões produzidos com essa madeira de Corymbia citriodora terão rendimentos gravimétricos próximos de 27,65%, sendo esse considerado satisfatório.
Palavras-chave Energia, Biomassa, Siderurgia
Forma de apresentação..... Painel
Link para apresentação Painel
Gerado em 0,72 segundos.