| Resumo |
Madeiras de espécies de Corymbia, em geral, destacam-se por possuírem densidade acima de 600 kg.m-3 já aos 7 anos de idade, sendo essa propriedade uma das tantas necessárias para a produção de carvão vegetal de qualidade. No entanto, para que o processo de carbonização seja conduzido de forma eficiente, também se faz necessário conhecer o desempenho térmico da madeira durante o processo de pirólise. Por meio da análise termogravimétrica, é possível obter informações a respeito das faixas de degradação dos principais componentes estruturais da madeira, permitindo assim o melhor dimensionamento da taxa de aquecimento necessária para que as reações de pirólise ocorram de forma eficiente, maximizando rendimento e qualidade. O objetivo desse estudo foi avaliar a porcentagem de perda de massa nas diferentes faixas de degradação térmica e a massa residual na temperatura de 450°C, durante a degradação térmica da madeira de Corymbia citriodora, visando sua aplicação para a produção de carvão vegetal. A madeira de Corymbia citriodora, colhida aos 60 anos de idade, e com densidade básica de 762 kg.m-3, foi transformada em cavacos e posteriormente em serragem, com granulometria compreendida entre 40 e 60 mesh e seca em estufa a 105°C até massa constante. A análise termogravimétrica foi realizada sob atmosfera de gás nitrogênio e vazão constante de 50 mL.min-1. A degradação térmica ocorreu a partir de 19°C até temperatura máxima de 450ºC, com taxa de aquecimento de 10°C.min-1. A curva termogravimétrica (TGA) foi obtida para avaliar a perda de massa em função da temperatura e a curva da derivada primeira da perda de massa em relação a temperatura (DTG) para avaliar os picos de maior taxa de degradação. Entre 19 e 100°C, foi observado a perda percentual de 5,17% de massa, correspondente ao teor de umidade presente na madeira. Entre 100 e 200°C, foi observado perda percentual de massa de apenas 0,25%. Por sua vez, nas faixas de 200-250°C, 250-300°C, 300-350°C, 350-400°C e 400-450°C foram observadas perdas percentuais de 1,81; 12,14; 25,32; 21,96 e 5,43%, respectivamente. A maior taxa de degradação térmica foi observada na temperatura de 353°C. A massa residual em 450°C foi de 27,65%. Conclui-se que a faixa de maior degradação térmica da madeira de Corymbia citriodora ocorreu entre 300 e 350°C, indicando que mais tempo de carbonização deve ser destinado para essa fase, caracterizada por maior taxa se degradação dos carboidratos. Além disso a massa residual a 450°C evidencia que os carvões produzidos com essa madeira de Corymbia citriodora terão rendimentos gravimétricos próximos de 27,65%, sendo esse considerado satisfatório. |