| Resumo |
Este trabalho descreve minha experiência como bolsista no Programa Institucional de Iniciação à Docência (PIBID) no Colégio de Aplicação UFV-COLUNI junto a turmas do 2º ano do Ensino Médio. O objetivo deste resumo é relatar como atividades que envolveram aulas práticas de Botânica realizadas em diferentes espaços: campo e laboratório, podem contribuir no campo educacional reduzindo a negligência com o conteúdo de Botânica, muitas vezes causada pelo efeito “decoreba” típico de aulas maçantes com listas taxonômicas e linguagem técnica excessiva. Essa abordagem tradicional acaba afastando os alunos, tornando a Botânica um conteúdo abstrato ou até coadjuvante na Biologia, o que compromete a conscientização sobre o papel das plantas no equilíbrio ecológico e os impactos de sua ruptura sob uma perspectiva antropológica. As práticas foram divididas em três momentos: uma aula de campo no campus da UFV, com o objetivo de apresentar e diferenciar os principais grupos vegetais (briófitas, pteridófitas, gimnospermas e angiospermas), e duas aulas no laboratório do colégio, no qual, os estudantes analisaram a anatomia e fisiologia vegetal, utilizando microscópios para observar detalhes invisíveis a olho nu. Durante o processo os estudantes tiveram autonomia para escolher amostras vegetais, inclusive trazendo exemplares de casa, o que possibilitou maior envolvimento e conexão com o conteúdo. Na aula de campo, a professora conduziu uma explanação teórica sobre os grupos vegetais, intercalando com questionamentos e reflexões que estimularam os alunos a relacionarem as características morfológicas, ciclos reprodutivos e adaptações ecológicas ao seu cotidiano. No laboratório, a análise prática das estruturas vegetais consolidou a teoria, permitindo uma aprendizagem visual e tátil que os aproximou da realidade científica e ecológica. Como resultado, as atividades práticas despertaram maior interesse e participação dos alunos. O contato direto com as plantas e a autonomia para escolher amostras promoveram discussões conectadas a experiências pessoais, e fortaleceram o vínculo entre os estudantes e o conhecimento botânico. A adoção de práticas pedagógicas, com ênfase em aulas de campo e laboratório e autonomia discente, mostrou-se eficaz para dinamizar o ensino de Botânica. Essa abordagem permitiu aos estudantes reconhecer as plantas como organismos dinâmicos, com sistemas próprios, e destacou a importância de integrar a Botânica ao cotidiano para a formação de cidadãos mais conscientes ecologicamente. A experiência evidenciou que romper com a abordagem do ensino tradicional e investir em práticas integradas ao cotidiano é essencial para tornar o ensino de Botânica mais atrativo e significativo. Ao proporcionar autonomia e contato direto com os vegetais, foi possível despertar a curiosidade científica e o entendimento crítico sobre a importância das plantas no equilíbrio ambiental, social e econômico. |